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Ntony Nzinga defende encontro entre João Lourenço e Adalberto Costa Júnior para dialogo “de paz”

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O reverendo e renomado mediador de resolução de conflito de África, Daniel Ntoni Nzinga, defendeu nesta sexta-feira, 17, em entrevista ao Correio da Kianda, a necessidade de um dialoga sério entre os dois principais lideres dos partidos políticos em Angola, MPLA e UNITA, com objectivo de passar uma mensagem de clima de paz, tranqüilidade entre os seus militantes antes, durante e após realização das eleições gerais de 24 de Agosto.

O também conhecido activista da paz enfatizou a necessidade da existência de respeito entre os principais lideres do MPLA, João Lourenço e da UNITA, Adalberto Costa Júnior, tendo defendido um encontro entre os presidentes dos Camaradas e do Galo Negro, para abordar sobre o rumo que o país deve seguir antes da realização das eleições de 24 de Agosto, e como competidores do pleito. Para Ntoni Nzinga, quem for eleito, deve se considerar iguais e respeitar os outros e nunca se sentir superior.

“Devem se considerar como actores num processo comum e não necessariamente um se considerar superior ao outro”, disse sublinhando que por falta desta estima é que o país “andou mergulhado por muitos anos em guerra”.

Ntoni Nzinga aponta ainda a “Lei eleitoral” como principal elemento da discórdia entre o partido no poder, a oposição e a sociedade civil, que de forma directa tem beliscado a tranquilidade do ambiente eleitoral.

Para o clérigo, são os politicos que competem pelo poder, são eles que fazem e aprovam leis, em certos casos optam por posições que favorecem amigos, ao invés de estabelecer igualdade pra todos. “Este é um problema sério, seja qual for o momento teremos que abordar e resolver”, rematou.

O experiente observador internacional e mediador de conflito com passagem em vários estados africanos disse que o maior problema do país antes e após independência sempre foi o “conflito político” que veio a resultar no conflito armado.

Desta forma, reitera, após os conflitos armado no país, houve uma reconciliação militar, faltando agora a reconciliação polític, para a promoção e gestão das convivências, que segundo o pastor, “nunca aconteceu em Angola”.

Durante a conversa Ntoni Nzinga disse que é preciso que quem está a governar não pense de que tudo que faz está certo. “É sim preciso ouvir diferentes sector da sociedade”, finalizou.

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