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Economia

Novo PCA da Movicel aguarda confirmação do INACOM para exercer a função

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O PCA da Angola Telecom, Adilson Santos, foi indicado para assumir em breve o mesmo cargo na Movicel, substituindo assim Filipe Zola que, em menos de quatro meses depois de ter sido eleito, apresentou a sua demissão na reunião de accionistas da passada quinta-feira, tendo sido imediatamente aceite.

Adilson Santos aguarda a confirmação do regulador, o INACOM (Instituto Angolano das Comunicações), para que a sua posse seja confirmada, o que deve acontecer esta semana.

De acordo com o que o Expansão apurou há duas versões para o que aconteceu. Fontes próximas do ex-PCA justificam o pedido de demissão pelo facto de se estar a preparar uma campanha de difamação que o atingiria, e tudo isso por ele ter cortado com alguns dos negócios de interesses instalados à volta da Movicel, e daí que tenha optado por sair pelo seu próprio pé da empresa, mantendo as suas funções no INSS – Filipe Zola é um dos três administradores do Instituto, depois da alteração da sua estrutura orgânica.

Do lado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) fala-se de arrogância e falta de disponibilidade, leia-se tempo, de Filipe Zola para tratar dos assuntos da Movicel, o que causou mal-estar nos quadros superiores da empresa, e a sua saída tornou-se inevitável.

Quanto à questão da incompatibilidade de Adilson dos Santos, em acumular os cargos de PCA da Angola Telecom e da Movicel, não é um problema, disse ao Expansão uma fonte do MINTTICS, ainda que não tenha fundamentado porque é que não é problema, seja como for, o parecer do regulador pode ser determinante para se perceber ou não desta incompatibilidade.

A Movicel precisa, no curto prazo, de uma verba de cerca de 50 milhões USD, sendo que o novo accionista, o GAFP – que detém 33% do capital da empresa e é representado pelo Francisco Cristóvão – não pôs, até este momento, qualquer dinheiro na Movicel.

Havia pressão por parte dos accionistas para que fosse o INSS a fazê-lo, mas a posição do Instituto, suportada pela aprovação tutela, Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, é de que não haverá qualquer injecção de capital até que os outros accionistas – GAFP e outras empresas do Estado que estão no capital da empresa -, também o façam.

Em termos práticos, o INSS retira o seu quadro da presidência do Conselho de Administração da Movicel e passa a ter uma posição passiva na resolução do futuro da telefónica. A responsabilidade é agora, e quase exclusivamente, do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e de representantes de outros interesses à volta da Movicel.

Recorde-se que a Angola Telecom é accionista da Movicel, tem 18% do capital, e é credora da maior dívida que a operadora de telefonia móvel possui.

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