Sociedade
“Novo hospital dos queimados promete revolucionar tratamento e reabilitação de pacientes”, garante Sílvia Lutucuta
O futuro Hospital dos Queimados, em construção na centralidade do Kilamba, em Luanda, promete marcar uma nova etapa na assistência especializada em Angola, ao reunir tecnologia avançada, formação de quadros e serviços de reabilitação destinados a devolver qualidade de vida aos pacientes vítimas de queimaduras e outros traumas graves.
A garantia foi dada esta terça-feira, 2, pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, à margem da visita do Presidente da República, João Lourenço, às obras da unidade hospitalar.
Segundo a governante, o hospital foi concebido para responder às necessidades dos grandes queimados, mas também para assegurar tratamentos complementares que permitam a recuperação física, funcional e estética dos pacientes.
“Quando há grandes queimaduras, para além do tratamento das feridas, é necessário realizar reconstruções e enxertos. Aqui vamos utilizar novas tecnologias e acompanhar a evolução da medicina para oferecer o melhor serviço à nossa população”, afirmou.
Sílvia Lutucuta explicou que a unidade contará com uma forte componente de cirurgia plástica e reconstrutiva, destinada não apenas a vítimas de queimaduras, mas também a pacientes com deformações resultantes de acidentes e outros traumas.
Para garantir a operacionalização da infra-estrutura, o Ministério da Saúde prevê mobilizar, numa primeira fase, cerca de 1.200 profissionais, entre médicos especialistas, médicos internos, enfermeiros e técnicos de diversas áreas.
A ministra revelou igualmente que Angola está a reforçar a cooperação com o Brasil e Portugal para a formação de especialistas na área dos queimados. As equipas dos dois países deverão deslocar-se em breve ao país para apoiar a capacitação dos profissionais que irão trabalhar na nova unidade e noutras instituições hospitalares.
Outro dos destaques do projecto é a instalação de três câmaras hiperbáricas, as primeiras do género em Angola. Estes equipamentos serão utilizados no tratamento de queimaduras graves, mas também noutras situações clínicas que exigem terapias avançadas com oxigénio hiperbárico.
Apesar da transferência de alguns quadros para o novo hospital, Sílvia Lutucuta esclareceu que o Hospital Neves Bendinha continuará em funcionamento, mantendo o seu papel no sistema nacional de saúde.
Com a sua entrada em funcionamento, o Hospital dos Queimados do Kilamba deverá afirmar-se como uma unidade de referência nacional e regional, reforçando a capacidade de resposta do país no tratamento especializado, reabilitação e formação de profissionais na área dos cuidados a pacientes queimados.
