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Nove consultores da União Africana vítimas da queda de avião na Etiópia

Nove consultores da União Africana (UA) contam-se entre as vítimas mortais do acidente com um avião da Ethiopian Airlines, que se despenhou, no domingo, na Etiópia com 157 pessoas a bordo, anunciou a organização.

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“Após verificação com as autoridades etíopes, lamentamos informar que a família da União Africana não foi poupada por esta tragédia”, adiantou, em comunicado, a Comissão da União Africana.

A comissária de polícia da missão da União Africana na Somália (AMISOM), de nacionalidade ugandesa, Christine Alalo; o consultor e professor canadiano de origem nigeriana, Pius Adesanmi, e o especialista em questões de juventude africana Karim Saafi são algumas das vítimas.

O professor Pius Adesanmi, diretor do Institute of African Studies na Carleton University em Otava, estava a viajar para um encontro do Conselho Económico Social e Cultural da União Africana, para o qual tinha sido convidado como consultor. Tal como Karim Saafi, cofundador da African Diaspora Youth in Europe (ADYFE), um cidadão francês de origem tunisina.

Também entre as vítimas, está o embaixador Abiodun Bashua, um diplomata veterano de nacionalidade nigeriana, consultor do gabinete do presidente da Comissão da União Africana até fevereiro.

Morreram ainda três delegados do InterAfrican Bureau for Animal Resources (IBARR), uma agência especializada da UA, bem como dois interpretes há largos anos associados à organização africana.

“Todos estes colegas eram pacifistas, diplomatas e promotores do desenvolvimento, que trabalhavam para e pelo continente, muitos sob circunstâncias muito difíceis e longe das famílias. Morreram no cumprimento do dever e em defesa de tudo o que nos é caro”, prossegue o comunicado.

Manifestando condolências às famílias, a União Africana reafirmou a sua “solidariedade” ao governo e ao povo da Etiópia.

A União Africana tem sede na capital da Etiópia, Adis Abeba, onde desde segunda-feira mantém a bandeira a meia haste em sinal de luto pelo acidente.

O Boeing 737 MAX da Ethiopian Airlines despenhou-se no domingo de manhã, poucos minutos depois de ter descolado de Adis Abeba, na Etiópia, para a capital do Quénia, Nairobi.

O acidente provocou a morte das 157 pessoas (149 passageiros e oito tripulantes) que seguiam a bordo.

As vítimas são de 35 nacionalidades e pelo menos 21 eram funcionários das Nações Unidas, alguns dos quais iam participar numa cimeira dedicada ao ambiente, em Nairobi.

Desconhecem-se as causas do acidente, o segundo com um Boeing 737 MAX em cinco meses. Em 29 de outubro, 189 pessoas morreram na queda de um aparelho idêntico ao largo da Indonésia.

A Ethiopian Airlines anunciou ter imobilizado todos os seus Boeing 737 MAX, no que foi seguida por companhias de aviação da China, Coreia do Sul, Mongólia, Indonésia, África do Sul, Marrocos, ilhas Caimão, Argentina, Brasil e Índia.

Na sequência deste acidente, a Boeing viu as suas ações desvalorizarem durante o dia de segunda-feira, tendo acabado o dia a perder 5,33% na praça de Wall Street.

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