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No Dia Mundial do Coração, cardiologista desaconselha consumo excessivo de sal

Redação

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O consumo exagerado de sal prejudica gravemente o coração, pois aumenta a possibilidade de se contrair hipertensão arterial ou mesmo dificultar o controlo da doença para quem já com ela convive, disse o médico cardiologista Cláudio Mbala.

Em entrevista ao Jornal de Angola, a propósito do Dia Mundial do Coração, que hoje se assinala, o médico lembrou que a hipertensão está directamente ligada a doenças, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência renal e arritmia cardíacas.

“A hipertensão arterial é, de longe, o principal vilão. Estamos a levar uma tareia na luta contra o problema”, frisou.

Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Cláudio Mbala disse haver no país um aumento considerável de casos diagnosticados, sem contar com os que não chegam às unidades sanitárias, que acredita serem a maioria.

Citando um estudo feito recentemente, no qual também participou, publicado numa revista científica internacional, deu a conhecer que há, em Angola, uma prevalência de 34,5 por cento de hipertensão, superando países da SADCcomo Moçambique e África do Sul.

“Estima-se que cerca de 20 por cento de angolanos sofram de doenças do coração”, sublinhou. Sem precisar número, o médico disse que as mortes por doenças do coração, no país, tem vindo a aumentar. “Deve-se, provavelmente, ao crescimento dos casos diagnosticados e à deficiente capacidade de resposta”, frisou.

Aliado a isso, prosseguiu, está o tratamento deficiente e o controlo dos casos diagnosticados. O especialista ressaltou que a hipertensão arterial é uma doença crónica que requer tratamento permanente ou regular.

“O doente deve adoptar um estilo de vida saudável e tomar os remédios todos os dias”, realçou. O especialista disse haver um número considerável de doentes que abandonam a medicação por incapacidade financeira para adquirir os fármacos.

“O tratamento da doença envolve custos que, infelizmente, boa parte dos pacientes não consegue suportar”, revelou o cardiologista, tendo apontado a falta de informação sobre a doença como outro factor que leva ao abandono da medicação.
Cláudio Mbala disse ser necessário aprimorar as estratégias individuais, colectivas, institucionais, sobretudo a nível governamental, para se reverter o quadro. Apontou o melhoramento da educação e a informação em saúde como uma das formas viáveis para combater a doença.

O médico cardiologista referiu, que, além da hipertensão há, também, um elevado número de doenças das válvulas do coração, chamadas valvulopatias reumáticas, muito associadas à baixa condição socioeconómica, que está a afectar muitos jovens em idade activa.

“Geralmente, esses casos, são diagnosticados numa altura em que a doença está num estágio muito avançado, com necessidade de cirurgia cardíaca, que ainda é uma área extremamente insuficiente no nosso país”, aclarou o especialista.

Para evitar doenças do coração, o médico recomenda alimentação saudável, com pouco sal e gordura, evitar fritos, gordura, tabaco, sedentarismo, uso de anabolizante, menos açúcar e calorias e optar por mais frutas e legumes.

O especialista em cardiologia recomenda, como forma de evitar doenças do coração, mais actividades físicas, evitar ter peso fora do normal, stress e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Cláudio Mbala acrescentou que os hipertensos, parentes de pessoas que padecem de hipertensão ou que já tenham sofrido ataque do coração muito cedo, diabéticos, portadores de insuficiência renal, com o colesterol alto, idosos, crianças e adolescentes com amigdalites de repetição não devidamente tratadas, estão mais propensas a ter doenças do coração.

Cláudio Mbala disse que as pessoas que padecem de uma doença do coração podem ou não apresentar sinais. Ressaltou que a hipertensão arterial, por exemplo, é uma doença que na maior parte das vezes não dá sintomas.

Por outro lado, continuou, algumas doenças do coração podem manifestar-se com falta de ar ou cansaço não habitual aos esforços físicos ou quando se está deitado ou a dormir, dor em aperto no meio do peito, desmaios súbitos, inchaço nos dois membros inferiores, aumento de tamanho do abdómen, chamados vulgarmente de “barriga de água”, sensação constante de que o coração está a bater muito rápido.

À semelhança de outros países africanos, Angola está a passar por um período de transição epidemiológica em que se verifica um aumento nos casos e na mortalidade por doenças crónicas degenerativas, como as cardiovasculares.

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