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Economia

Net One entra em concurso para privatização

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A Net One está, desde a semana passada, em concurso público para a sua privatização, no âmbito do Programa de Privatização de Activo do Estado, em curso desde 2020. A informação foi tornada público pelo Ministério das Finanças, que através do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), assegura o processo.

De acordo com o anúncio, o Concurso Limitado por Prévia Qualificação para a privatização da participação social detida na sociedade comercial Net One, visa privatizar a participação de 51 por cento do capital social da Net One, detida pela da MS Telecom S.A, nos termos da Lei n.º 10/19 de 14 de Maio – Lei de Bases das Privatizações.

O referido concurso, aberto à luz do Despacho n.º 1804/21, da Ministra das Finanças, está aberto a participação de investidores nacionais e internacionais qualificados, devendo os interessados remeter as suas candidaturas, até as 15h:00 do dia 25 de Junho do corrente ano.

A Net One foi criada em Setembro de 2009, operando no sector das telecomunicações. Até 2019, a empresa contava com 13 mil clientes, representando 87 milhões de kwanzas da empresa. Segundo o seu representante. 94% do volume de vendas é gerado por quatro serviços, nomeadamente os planos 8GB, 12GB, 40GB e 100GB.

A dívida dos clientes para com a empresa ronda os 58.109 milhões de kwanzas, além de outras obrigações que a mesma tem para com terceiros. Factores ligados a conjuntura económica do país e do mundo, tem condicionado a expansão da rede Net One, bem como o aumento da prestação dos serviços aos clientes.

O Propriv prevê privatizar um conjunto de 195 empresas e activos do Estado. Entre as quais, a Empresa Nacional de Seguros e Resseguros de Angola (Ensa), o banco BCI, as cervejeiras Cuca, Nocal e EKA – onde o Estado tem participações ou é o único accionista.

Em Abril último, o coordenador do Propriv e Secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Ottoniel Santos, disse que o Estado prevê privatizar, no primeiro trimestre de 2021, 40 empresas, no segundo, 60, e no terceiro trimestre 13 empresas.

O Propriv foi criado com o objectivo de reduzir a intervenção do Estado na economia e promover o fomento empresarial, assim como reforçar a capacidade empresarial nacional.

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