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“Nepotismo e vaidade política” foram as causas do deslize da CASA-CE, acusam militantes

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Dirigentes e militantes da CASA-CE que participaram da reunião do 4º Conselho Consultivo daquela que já foi a terceira maior força política em Angola, apontam dedo a “má gestão, nepotismo, corrupção, amiguismo e vaidade política” como os principais factores que levaram a ruína da coligação eleitoral, nas eleições de 24 de Agosto do corrente ano.

Os mesmos dizem que o presidente da CASA-CE, Manuel Fernandes, foi um líder que “não sabia ouvir a voz contrária e que estava mais preocupado em ouvir a opinião de algum grupo de jovens que o bajulavam, sem porém ouvir os seus colaboradores mais directos”.

A onda de insatisfação na CASA-CE continua a ganhar “corpo” pelo que, o pico da crise interna foi desabafado diante dos membros do Conselho Consultivo, que pediu esclarecimento daquilo que considera “queda desastrosa”.

O jovem conhecido como “Poeta” declamou durante a 4º reunião extraordinária do Conselho Consultivo, que responsabiliza o presidente Manuel Fernandes pelo fracasso eleitoral, confirmando que a CASA-CE, só obteve aquele resultado porque houve na gestão “nepotismo, amiguismo, compadrinho e vaidade política”.

Já outro militante, que não quis ser identificado, falou ao Correio da Kianda, que “a principal causa do deslize da CASA-CE foi a vaidade”:

“O presidente já sentia que estava ao nível de João Lourenço e Adalberto Costa Júnior, por conta disso, não ouvia mais ninguém, se não, aqueles que o bajulavam”.

Manuel Fernandes admitiu o fracasso eleitoral, mas garante que foram roubados nas urnas. O político disse também que sabe que não podiam obter os resultados que tiveram nas eleições gerais de 2017, onde haviam conquistado 16 lugares na Assembleia Nacional, mas que não estavam tão distantes desse resultado.

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