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“Não vamos aceitar te como presidente da UNITA Isaías Samakuva ”, diz activista em reacção a decisão do TC

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O activista angolano, Tanaice Neutro afirma que é intenção do MPLA querer impor o regresso de Isaías Samakuva como presidente da UNITA nas próximas eleições gerais, porque “comem na mesma mesa”, mas deixa claro que os activistas não vão permitir que isso aconteça em 2022.

“Ele, pelo que sabemos, sempre fez o biscate com o MPLA, sempre se preocupou com ele mesmo. O MPLA quer tirar alguém sério, para colocar um bandido. Desta vez nós não vamos aceitar. Mas nós, os activistas, sociedade civil, não vamos permitir que o MPLA faça de novo estas brincadeiras. Nem que for para darmos a nossa vida, não vamos deixar o MPLA mais uma vez no poder”, manifestou o activista, durante uma entrevista com o Correio da Kianda.

Entretanto, para que isso não aconteça, Tanaice Neutro encoraja os angolanos a perder o medo, entendendo que é um gatilho utilizado pelo governo para se manter no poder.

“O que faz o MPLA continuar a brincar com a cara do povo, é porque deu conta que nós temos um povo medroso, mas foi o partido que alimentou para esse povo ser medroso. As pessoas cresceram já com os pais a dizer: [filho não fala política se não vais morrer cedo], por causa disso o povo angolano é um povo com muito medo. O que temos de fazer agora é arranjar forma de tirar o povo deste estado. Temos que fazer mesmo manifestações constantes ao palácio, a casa dos lideres e nas instituições do MPLA.
Temos que fazer alguma coisa por Angola. Se continuarmos a ter medo, o país nunca vai mudar”, encorajou.

“Em 2022, nós vamos querer as eleições com Adalberto Costa Júnior como líder da UNITA, mas se MPLA decidir que tem que pôr lá Isaías Samakuva, não vamos aceitar. Já sabemos que Samakuva come na mesa do MPLA, traio a pátria várias vezes”, disse o actvista, reagindo a decisão do Tribunal Constitucional que anulou, na semana passada, o Congresso que elegeu Adalberto Costa Júnior como presidente da UNITA, o maior partido da oposição no país.

A anulação foi anunciada numa altura em que o projecto Frente Patriótica Unida (FPU), que congrega três forças da oposição, a UNITA, Bloco Democrático e PRA-JA Servir Angola, foi oficialmente formalizada, sob a presidência de Adalberto Costa Júnior, eleito numa cerimónia realizada na semana passada, para o activista, não foi uma coincidência, mas sim, uma estratégia planejada pelo partido no poder para afastar ACJ na corrida para as eleições gerais do próximo ano.

“Foi mesmo tudo premeditado, porque além de o MPLA querer destituir Adalberto Costa Júnior, também quer abafar este caso da FPU, porque sabe que muitos angolanos ainda não entenderam a plataforma, então o MPLA quer destabilizar a mente do angolano, para conseguir mais uma vez ludibriar o povo”, argumentou, acrescentando que o MPLA, mais uma vez, mostrou que é um partido que não é democrático, que é ditador, que prefere usar o tribunal, como se fosse “a casa da mãe Joana”, quando sente que está ameaçado, por essa razão, acusa o partido de influenciar a decisão do Tribunal Constitucional.

“Em vez de o tribunal ser para os angolanos, serve o partido do MPLA. Isto é um grande erro, não podemos aceitar essa decisão do tribunal”, protestou.

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