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“Não tenho medo”, diz Adalberto Costa Júnior

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O candidato à presidência da UNITA, o maior partido da oposição, Adalberto Costa Júnior, disse, no final de um encontro realizado ontem, em Luanda, não ter medo, reagindo às interferências impostas pelo governo na sua liderança do partido.

“Não tenho medo deste desafio. Vamos levá-lo até ao fim”, afirmou, reafirmando a aposta na Frente Patriótica Unida, projecto político que integra a UNITA, o Bloco Democrático e Abel Chivukuvuku, que lidera um movimento que procura anda a legalização como partido político.

Adalberto Costa Júnior reiterou ainda que o seu partido quer devolver a soberania ao povo angolano, uma missão que consta no plano político da UNITA para Angola.

“Queremos devolver a soberania aos angolanos (…) Hoje temos um Presidente que apanha boleia do Parlamento. Queremos diminuir os poderes excessivos do Presidente da República e torná-los fiscalizados pelos angolanos”, defendeu Adalberto Costa Júnior, considerando por outro lado que Estado de Direito “está em risco em Angola” e que “os tribunais estão reféns do poder político”.

Para ele, a revisão da Constituição “não é apenas um projecto de alternância”, é um projecto “de combate à pobreza, porque exclui, viola e mata os direitos humanos”.
Outro compromisso assumido é o da realização de eleições autárquicas “em todos os municípios”.

“Nunca a sociedade foi alvo de auscultação dos modelos q gostaria de ver implementados, das estratégias de desenvolvimento, que pais somos hoje, que pais queremos ser”, destacou.

“Quem pensa que pode destruir o edifício do Estado de Direito democrático, manipular tribunais, não tenha dúvidas, estamos a trabalhar afincadamente para garantir a segurança do Estado”, disse Adalberto Costa Júnior, citado pela Lusa, que intervinha num encontro com líderes de opinião representantes da sociedade civil.

O encontro marcou o encerramento da campanha de Adalberto Costa Júnior à presidência da UNITA, no congresso do partido, marcado para os próximos dias 02, 03 e 04 de Dezembro.

Na sua intervenção inicial, Adalberto Costa Júnior assumiu vários compromissos, designadamente o de levar por diante uma revisão constitucional que assenta, entre outros aspetos, na retomada da eleição direta do Presidente da República.

Actualmente, a Constituição angolana confere ao cabeça de lista do partido mais votado no círculo nacional o direito de exercer a chefia do Estado, no que é uma eleição por via indireta.

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