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“Não se pode resolver problemas sem as pessoas com deficiência”, diz líder do BD

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O presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, defende que as pessoas com deficiência devem participar directamente na definição das políticas destinadas a responder aos seus próprios problemas.

“Não se pode resolver problemas neste campo sem as pessoas com deficiência”, afirmou o líder do BD, durante uma palestra realizada este sábado, 15, na sede do partido, em Luanda.

A posição surge no âmbito dos dez compromissos apresentados pela Federação das Associações de Pessoas com Deficiência, FEPED, e que o Bloco Democrático pretende transformar em medidas concretas de inclusão política e social.

Filomeno Vieira Lopes garantiu que o partido vai trabalhar na implementação dos dez compromissos e considera que a inclusão das pessoas com deficiência deve ser assumida como uma responsabilidade de todos os partidos políticos e actores que intervêm no espaço público.

O líder do BD anunciou ainda que o partido pretende incluir pessoas com deficiência nas suas listas eleitorais, com o objectivo de assegurar a sua representação no Parlamento.

Segundo Filomeno Vieira Lopes, a presença destas pessoas nas estruturas de decisão é fundamental para que as políticas públicas deixem de ser definidas sem a participação directa dos principais interessados.

“Esta causa das pessoas com deficiência é uma causa nossa”, afirmou, defendendo que o princípio do respeito deve passar a ocupar um lugar central na prática política angolana.

O dirigente considera igualmente que o actual processo de preparação do Orçamento Geral do Estado para 2027 constitui uma oportunidade para incorporar medidas concretas de inclusão e responder às reivindicações das pessoas com deficiência.

Com cinco deputados no Parlamento, o Bloco Democrático diz que pretende levar estas reivindicações à Assembleia Nacional e trabalhar também junto das estruturas governamentais.

O partido defendeu ainda o reconhecimento da Federação das Associações de Pessoas com Deficiência como organização de utilidade pública, de modo a facilitar o acesso a recursos e reforçar a capacidade de intervenção da organização.

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