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“Não precisamos da ajuda de ninguém”, diz Trump após NATO recusar apoiar EUA contra o Irão

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O Presidente dos Estados Unidos reagiu nesta terça-feira, 17, à recusa dos aliados dos EUA na NATO à proposta do presidente norte-americano de se criar uma aliança para a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado devido a guerra no Médio Oriente.

Na sua plataforma Truth Social, Donald Trump escreveu que o seu país “nunca precisou da ajuda da NATO”.

“Os Estados Unidos foram informados pela maioria de nossos ‘Aliados’ da NATO de que não querem se envolver em nossa operação militar contra o Irão, no Oriente Médio”, confirmou.

O líder norte-americano atribuiu a recusa ao facto de terem “tido tanto sucesso militar” no ataque, que já fez mais de dois mil mortos em pelo menos nove países, num conflito que está a ser considerado como a Terceira Guerra do Golfo.

“Não ‘precisamos’, nem desejamos, a assistência dos países da NATO — nunca precisamos! Da mesma forma, Japão, Austrália ou Coreia do Sul.”

“Não precisamos da ajuda de ninguém”, acrescentou.

Nesta segunda-feira, o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, afirmou que a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão “não tem nada a ver com a NATO”.

“A aliança é para a defesa do território de seus membros e, na situação actual, não existe mandato para mobilizar a NATO”, declarou.

Em declarações ao Financial Times, o Presidente dos EUA havia anunciado que os países da NATO enfrentariam um futuro “muito ruim” se não ajudassem a abrir o Estreito de Ormuz, por onde circula 20 por cento do petróleo e gás mundial e está paralisado pelo Irão, em forma de retaliação contra os ataques norte-americano e israelita, iniciado em 28 de Fevereiro.

Como consequência, o preço do petróleo Brent, referência para Angola, disparou no mercado internacional fechando hoje em 103,64 dólares, tendo alcançado máximos de USD 120, com analistas a preverem que poderá chegar aos 150 dólares norte-americanos.

Polônia, Espanha, Grécia e Suécia se distanciaram da proposta. Austrália e Japão, por outro lado, já descartaram participar de uma missão naval em Ormuz.

Ontem, os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia reuniram em Bruxelas para avaliar uma possível modificação da missão naval do bloco no Mar Vermelho, chamada Aspides, o que poderia contribuir para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Entretanto, ao fim do encontro, a chefe da diplomacia da europeia, Kaja Kallas, reconheceu que “por enquanto não há disposição para mudar o mandato” da missão.

O primeiro-ministro britânico afirmou ainda que Londres trabalha num “plano colectivo viável” para reabrir o estreito e aliviar o impacto económico, contudo, tal intervenção não envolverá a aliança.

Esse plano “não será nem jamais foi pensado como uma missão da NATO”, reforçou Keir Starmer.

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