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Politica

“Não houve avanço nos sectores chaves do país em 2022” – PRS

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O Partido de Renovação Social (PRS) afirma que 2022 foi um ano de vários desafios e que “não se verificou qualquer melhoria em vários sectores sociais na vida dos cidadãos”.

A opinião foi manifestada esta quarta-feira, 28, em entrevista ao Correio da Kianda, concedida pelo secretário-geral do PRS e deputado, Rui Malopa Miguel. Segundo ele, “apesar do Estado angolano ter feito alguns esforços, não se verificou qualquer avanço nos principais sectores como saúde, educação, justiça, dentre outros”, daí, de acordo com o político, que nos últimos dias “tem se verificado muitas greves no país”.

“Achamos pelos recursos que o país tem, fruto da má gestão que nos deixa a desejar, que no ano de 2022 não tivemos grandes progressos”, disse.

Rui Malopa sublinha que o ano de 2022 foi marcado pela perca substancial do custo de vida dos cidadãos, apesar do Executivo ter procurado estabilizar e ter feito um esforço de procurar reduzir os preços dos principais produtos básicos a um preço aceitável, mas, segundo o político, não resultou: “vimos os preços a dispararem gravemente tirando sossego dos cidadãos”.

“De facto não tivemos grandes melhorias”, disse e acrescenta que a saúde continua precária, bem como a educação e os demais sectores da vida pública do cidadão em todo país.

O parlamentar aponta a recorrentes greves como uma das razões de “não existir qualquer avanço no ano que finda”.

“Exemplo estão aí as greves que assistimos em vários sectores da vida pública, com grande destaque a greve dos médicos, dos professores, do sector da justiça, enfermeiros, taxistas, dos transportes entre outros. Para o dirigente do PRS, isso demonstra os maus resultados da aplicação das políticas que não tem sido bastante consistente para corresponder aos vários desafios dos angolanos”.

O responsável da segunda maior força política na oposição disse que após a realização das eleições gerais de 24 de Agosto, que consagrou o MPLA vencedor pela quinta vez, numa competição política, esperava que o governo saído daquela eleição devia apresentar programas que visam identificar os problemas para dar melhores soluções aos mesmos.

O PRS refere que o OGE aprovado para o próximo ano, não vai dar resposta aquilo que é a necessidade dos cidadãos, antevendo um ano de 2023 mais difícil do que o de 2022.