Connect with us

Economia

“Não é possível empoderar sem conhecimento” – Vera Daves

Published

on

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, defendeu, nesta quarta-feira, 27, em Luanda, o contínuo investimento no conhecimento como condição ‘sine qua non’, para o empoderamento das mulheres.

Vera Daves de Sousa, que falava no discurso de encerramento na mesa redonda promovida pela Comissão de Mercados de Capitais, no âmbito do Março Mulher, disse esperar que os temas abordados no encontro devem ser uma oportunidade para as mulheres partilharem os conhecimentos debatidos no encontro, e apelou a que todas as participantes sejam “embaixadoras do Mercado de Capitais” em prol do desenvolvimento do pais.

Segundo a Ministra, “não é possível empoderar sem conhecimento. Empoderamento sem conhecimento é como um edifício sem alicerces e o mais provável é que esse poder acabe por se esvaziar ou por ruir com o tempo”.

Por esta razão, Vera Daves de Sousa referiu que as mulheres devem efectuar todo exercício para aumentar o seu conhecimento para investir na sua capacitação enquanto gestores das instituições em que estão inseridas.

“Espero que com essas conversas tenha aberto novos horizontes para a participação do público feminino no Mercado de Capitais que queremos continuar a dinamizar e a fazer crescer”, referiu, mostrando o seu agrado em saber que será um encontro regular.

Sobre a representatividade, a Ministra disse que já foram dadas “vitórias importantes, mas ainda é preciso reconhecer que ainda há um caminho a percorrer, no que a disparidade salariais diz respeito”, apesar de reconhecer que a realidade de Angola já é melhor em relação à muitos outros países do mundo.

Acrescentou que as mulheres “ao dominarem os princípios e práticas financeiras as mulheres não apenas se tornam capazes de se tornarem capazes de alcançaram a independência financeira, mas também actuam como agentes de mudança nos espaços de Negócios”.

Reconheceu, por outro lado, que as mulheres têm “uma importância crítica na construção de uma economia sólida e resiliente” e da sua capacitação de empreender e de construir poupanças.

Defendeu ainda a necessidade de se continuar a promover iniciativas que apoiem o desenvolvimento pessoal das mulheres, permitindo a elas capacidades de enfrentar os desafios do mundo.

Sobre o Março Mulher, a ministra disse ser uma oportunidade para renovar compromisso para a igualdade de género e a inclusão em todas as esferas da vida, promovendo uma representação equitativa em todos os níveis de liderança, para a criação de um ambiente de trabalho que valorize e respeite a diversidade.

A governante aconselhou às presentes a continuar a busca pelo conhecimento e maior empoderamento, tendo sublinhado que o empoderamento não pode representar um desafio com os homens.

“Não é necessário!… aquelas que são as nossas características é o nosso trunfo. Se deixarmos de as ter eu acho que perdemos aquele que é o nosso trunfo para vencer, de modo que não deixemos de ser Mulher, por favor. Podem ter atitudes, podem ser belíssimas e empoeiradas sem deixarem de o ser…”, disse, apelando a se orgulharem umas das outras pelo seu sucesso.

A empatia, o respeito, o amor ao próximo e o trabalho em equipa foram também apontados pela ministra das Finanças como um caminho que as mulheres devem adoptar como postura.

“Os homens, personificados em país, filhos, irmãos, maridos, colegas, contam com todas nós. Podem não dizer sempre, mas conta com a melhor versão de nós”, lembrou, acrescentando que a mulher tem um papel crucial para todos.