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Politica

“Não é possível cultivar cultura de paz com fome”, afirmam líderes juvenis

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O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, proclamou neste sábado, 27, a abertura da 2ª Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, perante a presença dos Chefes de Estado do Congo, da República Democrática do Congo, de São Tomé e Príncipe e de Portugal.

Um encontro privilegiado que reúne actores e parceiros engajados na prevenção de violências e de conflitos e na consolidação da paz e dando voz às mulheres e aos jovens africanos.

Os líderes das organizações juvenis dos partidos políticos e sociedade civil dizem que não é possível ter cultura de paz enquanto existe no país milhares de cidadãos a passarem fome.

O líder da juventude da UNITA, Agostinho Kamuango, disse, na ocasião, que os problemas da juventude já são conhecidos desde a presidência de José Eduardo dos Santos e, posteriormente, recapitulado no último encontro com o actual presidente, João Lourenço, com a juventude em Luanda.

O emprego, habilitação e educação são os principais problemas que levantam os jovens, que devem merecer maior interesse pelo Executivo angolano.

O líder da Juventude do PRS, Gaspar dos Santos Fernandes, não esperava tanto deste encontro porque, segundo o jovem político, “os jovens angolanos não vivem só de esperança”. Gaspar entende que o Presidente da República deve olhar “com olhos de ver as necessidades da juventude, e só assim, podemos falar de cultura de paz”.

Por sua vez, o presidente do Movimento dos Estudantes Angolano (MEA), em conversa com o nosso jornal, frisou que “não é possível cultivar a cultura da paz na sociedade, sem antes investir na educação básica”, disse e acrescenta que é necessário “garantir educação para as 5 milhões de crianças fora do sistema de ensino, são eles que serão adultos da sociedade.

Francisco Teixeira disse que é responsabilidade dos presidentes africanos “deixarem os discursos e olharem para a educação infantil”.

“Esperamos que este gesto seja um momento para aprender com outros país sobre determinadas coisas.