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“Não é momento para decidir”, diz Mfuca Muzemba sobre filiação a outro partido

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O antigo secretário geral da JURA, braço juvenil da UNITA, e ex-deputado Mfuca Muzemba, descartou, nesta quinta-feira, 17, qualquer possibilidade, no momento, de criar um partido político, mas, entre linhas, Mfuca Muzemba não encerra a possibilidade de vir acontecer, num futuro próximo, ou integrar numa formação política já existente.

Após a formalização oficial de renúncia de militância na UNITA, feita na semana passada, junto à direcção do “Galo Negro”, Mfuca Muzemba é citado em vários círculos sociais, com intenção de criar um novo partido político ou mesmo transformar a agremiação estudantil que ele fundou, MEA, em formação política partidária. Questionado pelos jornalistas, o político disse que “nem uma e nem outra”, frisando que tais informações são falsas, e que enquanto jovem vai encontrar outras formas de participação política.

“Ainda não é o momento de eu pensar, mas assim que pensar, o país irá saber onde nós vamos”, disse e sublinha que ainda os caminhos continuam abertos: “estou livre e também com possibilidade de abraçar tudo que for possível”, frisou.

Sem afirmar de forma directa, na criação de novo partido, o ex-deputado da UNITA disse que em 2022, a sua geração e os jovens “terão uma palavra a dizer, onde poderão sonhar, mudar e gerar desenvolvimento”.

No momento, o político faz saber que daqui pra frente verão “um Mfuca activo, dinâmico, um Mfuca com veias crítica e um Mfuca angolano e patriota. E garante que tem vindo ser solicitado para aderir a partidos já existentes, mas que não é momento para decidir”.

O presidente fundador do MEA falou, na tarde desta quinta-feira, à margem de um debate organizado pelo movimento estudantil, na mediatica Zédu, no Cazenga, que debruçou-se sobre o tema: “Do movimento de estudantes à luta estudantil”. Mfuca Muzemba falou do percurso dentro deste movimento, tendo considerado o MEA,  como um dos principais parceiros do Executivo e tem como objectivo colmatar ou solucionar muitos dos problemas que o sector da educação e ensino passa.

Mfuca Muzemba enalteceu a postura que o MEA tem tomado, sob a liderança de Francisco Teixeira, realçando que tem sabido preservar a mística e o objectivo que norteou a criação do movimento.

Para o actual presidente do MEA, Francisco Teixeira, o retorno do presidente fundador da organização que lidera, ao convívio com os membros residentes em Luanda, é uma honra. Francisco comparou Mfuca Muzemba, no MEA, como os presidentes fundadores dos partidos políticos do MPLA, António Agostinho Neto, da FNLA, Holden Roberto  e da UNITA, Jonas Savimbi, “que sempre são lembrados e nunca esquecidos”. O activista garantiu que Muzemba tem o mesmo estatuto de presidente emérito.

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1 Comment

1 Comment

  1. Pedro Henrique

    18/06/2021 at 12:22 pm

    FUMAÇA NO GALINHEIRO: A inevitável derrocada

    De repente viu-se fumo e, logo percebeu-se que era resultado de uma fagulha entre o neutro e o positivo, como não prestou-se atenção e não foram postas em causa as devidas precauções, as consequências estão a ser nefastas e devastadoras dentro do Galo Negro.

    E, pelo nível de ignorância interna que observa-se amiudemente, resta-nos apenas lamentar, pois algumas chamadas de atenção não foram tidas em consideração, porque o makalakato chefe, achou que no seu afã todos os ventos soprariam à seu favor e menosprezou os SOS daqueles que o ajudariam a exterminar com o fogo, e no final, o vento o deixou na contramão.

    É de lamentar o estado em que se encontra a UNITA, porque o dióxido de carbono está em um nível muito alto e o oxigénio não será suficiente para salvar à todos, porque até lá, a fumaça já deverá ter alcançado grandes proporções, ainda que o MPLA, por caridade, tente estender à mão à estes compatriotas, já não será possível, como foi em 2002, pela ingratidão demonstrada pelo Galo Negro, depois do perdão concedido pelo partido que governa.

    Aos que ainda não foram sufocados pelo dióxido de carbono, aconselha-se, que pulem deste barco o quanto antes!

    Por: Katrungungu.

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