África
Nações Unidas condenam “repressão à oposição” no Uganda em vésperas das eleições
No Uganda, as Nações Unidas se manifestaram contra o que disseram ser uma repressão cada vez mais intensa contra a oposição e a imprensa em vésperas das eleições do próximo mês.
De acordo com a Agência de Direitos Humanos da ONU, os factos foram apurados em relatórios confiáveis que indicam que pelo menos 550 pessoas foram presas e detidas desde o início do ano, o que incluiu membros e apoiantes do principal partido de oposição do candidato presidencial Bobi Wine, a Plataforma de Unidade Nacional (NUP).
“Lamentamos a intensificação da repressão à oposição e à imprensa no Uganda antes das eleições gerais do próximo mês”, disse Ravina Shamdasan, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), que descreve ser profundamente lamentável que as campanhas eleitorais tenham sido novamente marcadas por prisões arbitrárias generalizadas, detenções e o uso de força desnecessária ou desproporcional contra a oposição, além de restrições indevidas à liberdade de imprensa.
A agência afirmou que todos os indivíduos detidos devem ser liberados e que os ugandeses possam “exercer plenamente e pacificamente seu direito de participar” dos assuntos públicos de seus países.
A declaração de quarta-feira, 03, também condenou as restrições à liberdade de imprensa, destacando casos recentes em que jornalistas tiveram seu credênciamento retirado, aparentemente devido a reportagens críticas.
Referir que o presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, busca estender seu governo de 40 anos nas eleições de 15 de Janeiro de 2026.
