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Politica

“Na contramão com a UNITA”, David Mendes sai em defesa de Fernando da Piedade Dias do Santos “Nandó”

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O deputados da Bancada Parlamentar da UNITA, Manuel David Mendes, desmentiu hoje, a notícia publicada pelo Jornal angolano Expansão, sobre os alegados 17 milhões de kwanzas, que Fernando da Piedade “Nandó”, Presidente da Assembleia Nacional, estaria a receber, mensalmente, para o pagamento da renda de casa.

Numa nota feita na sua página do Facebook, hoje, 10 de Abril,  David Mendes diz trata-se de uma tremenda “mentira”, porque, segundo o parlamentar, “o presidente da Assembleia Nacional reside numa casa protocolar” e, por isso, não é verdade que Nandó receba subsídios de renda.

O presidente da UNITA, maior partido da oposição, reagiu, e, em declarações ao Novo Jornal, manifestou “indignação”, afirmando que “é um escândalo” e garantindo que os deputados nunca tiveram conhecimento de tal subsídio.

E lembrou outra história que considera idêntica a esta: o despacho nº 3/17 de 22 de Maio, da Assembleia Nacional, assinado pelo presidente, Fernando da Piedade Dias dos Santos, delegando no seu secretário-geral a competência para celebrar “o contrato de compra e venda das viaturas modelo Lexus LX 570, de 2017, para os deputados da IV legislatura”, no valor de quase 13 mil milhões de kwanzas (cerca de 78 milhões USD na altura).

“Isto significa que há duas contabilidades”, diz Adalberto Costa Júnior, garantindo que a UNITA não vai ficar calada perante tal “ultraje” e prometendo uma posição política para breve.

Na sua edição desta semana, o Expansão revela que “o orçamento da Assembleia Nacional para 2020 levou um corte de 4,3% para 34,1 mil milhões Kz, retirando mordomias dos deputados, como a abolição dos subsídios de renda ao presidente da AN e deputados e a supressão da compra de veículos protocolares, que no ano passado custaram 4,5 mil milhões de Kz”.

“Entre as mordomias cortadas, está a supressão dos subsídios de renda para o presidente da AN, Fernando da Piedade dos Santos “Nandó”, que passou de 3,7 milhões Kz anuais em 2018 para 203,8 milhões Kz em 2019, e para os deputados, que em 2019 receberam no global 565,2 milhões Kz”, escreve ainda o Expansão.

O assunto, que já inundou as redes sociais, está a acender o debate em torno das regalias do aparelho de Estado.

 

C/ NJ