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Myanmar concede indulto a mais de 6 mil pessoas por “razões humanitárias”
A Junta Militar do Myanmar decidiu conceder indulto a mais de seis mil cidadãos que se encontravam presos. As razões do indulto são humanitárias e de compaixão.
O anúncio foi feito no último domingo pelo líder da junta militar, Aung Hlaing, dia da celebração da Independência do país. No entanto, apesar da libertação, mais de 22.000 pessoas continuam detidas em Myanmar.
Mais de 6.000 prisioneiros foram libertados no último domingo em Myanmar, no âmbito de uma amnistia anual concedida pela junta militar no Dia da Independência, uma semana após o início das eleições parlamentares denunciadas como uma farsa por observadores internacionais.
Vários autocarros cheios de prisioneiros libertados saíram da prisão de Insein, na região de Yangon, alguns acenando a multidões de apoiantes, relataram os jornalistas da AFP que reportaram o momento. Pessoas reunidas à porta da prisão exibiam cartazes com os nomes dos familiares encarcerados.
No total foram 6.134 cidadãos presos, sendo 52 dos quais estrangeiros que se encontravam na condição de detidos que foram libertados e posteriormente deportados do país, de acordo com o Conselho Nacional de Defesa e Segurança, citada pela RFI.
A amnistia anual para os prisioneiros, “por razões humanitárias e de compaixão”, foi anunciada enquanto o país celebra o 78.º aniversário da independência da colonização britânica.
No entanto, apesar da libertação, mais de 22.000 pessoas continuam detidas pela junta militar, de acordo com a Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos, que tomou o poder num golpe de Estado em 2021, desencadeando uma guerra civil entre os rebeldes pró-democracia e as forças da junta.
A junta militar birmanesa realizou eleições parlamentares há uma semana, distribuídas ao longo de um mês, com os líderes a afirmarem que a votação traria democracia e reconciliação nacional. No entanto, defensores dos direitos humanos e diplomatas ocidentais condenaram o pleito e denunciaram classificando como “uma farsa”.
