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Politica

MUN pede esclarecimento sobre desaparecimento do seu dirigente há dois anos

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Em comunicado enviado ao Correio da Kianda, o Movimento de União Nacional (MUN), após dois anos, reitera o seu apelo às autoridades competentes e instituições de direito e exige esclarecimentos sobre os incidentes que aconteceram com o seu membro e dirigente, Estevão Nzuzi da Silva, no Brasil.

De acordo com a nota, explica que já se passaram dois anos e meio, depois de uma repetição de incidentes, que culminaram em perseguição, rapto e desaparecimento do dirigente do (MUN), que até agora se encontra em parte incerta.

A direcção do MUN conta que tudo começou no mês de Julho de 2017, nas manifestações que exigiam a lisura no processo eleitoral de 2017. Tendo em conta a gravidade da situação, nos sentimos no direito de informar à opinião pública.

No comunicado, sublinha que Estevão Nzuzi da Silva é um dos braços direitos do Karl Mponda, líder do MUN, que estava prestes a regressar ao país, em 8 de Maio de 2019, onde pretendia levar a luta, depois de muitos anos fora de Angola. É deste facto que foi apontado como chefe do gabinete para todos os assuntos preparativos do seu regresso, o senhor Estevão, que vivia entre Brasil e Angola, para estabelecer as condições do regresso do líder Karl Mponda, contam.

O projecto político, na sua mensagem que serviu de homenagem, diz que quando Estevão esteve no Brasil, a sua casa em Luanda foi saqueada, mas por muito estranho que pareça, os bandidos só levaram documentos do partido e computadores. Esta situação alarmou o partido, pois tinha documentos importantes dos trabalhos da organização.

No seu regresso para Luanda, em 05 de Novembro de 2018, Estevão Nzuzi encontrou na sua casa uma carta que dizia: “vocês não vão se instalar aqui, você será aniquilado com a sua teimosia. Este assunto foi conhecido no seio dos membros do MUN, por ordem do seu líder Estevão teve que regressar com urgência para Brasil, dia 11 de Novembro 2018 com chegada dia 12, por muitas ameaças”.

Chegando no Brasil, algo pior aconteceu, Estêvão Nzuzi foi raptado por três pessoas que o levaram no bairro do Rio de Janeiro, lá foi informado que a ordem vinha de Luanda (por sua admiração, os brasileiros que o raptaram lhe falaram sobre a prisão dos seus dois colegas, em 2015, o engenheiro Kumuelo Sebastião e o professor Alexandre Mvevo Mele, que tiveram presos durante 12 meses e que ele corria o mesmo risco).

Com ajuda de um dos bandidos, ele conseguiu fugir e a sua situação tornou-se complicada em Angola. Não bastasse tudo isso, estava a ser procurado por pessoas alegadamente ligadas à Segurança do Estado e a busca atravessou fronteiras até o Brasil. Até a data actual, Estevão Nzuzi está desaparecido sem saber onde se encontra com a sua esposa e seus dois filhos.

Desta feita, o MUN realça que em prol de um Estado democrático de direito, “exigimos devidos esclarecimentos do acto bárbaro na sua forma descrita”.