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Politica

“Mulheres podem transformar-se em verdadeiras arquitectas da paz”

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A terceira edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda encerra esta sexta-feira, 24, com visitas a museus e monumentos históricos.

De acordo com o programa, as visitas incluem deslocações ao Memorial António Agostinho Neto, Palácio de Ferro, Museu Nacional de História Militar, Museu da Moeda e Museu Nacional de Antropologia.

O evento, que decorreu sob o tema “Educação, Cultura de Paz e Cidadania Africana como Ferramentas para o Desenvolvimento do Continente”, foi aberto, na quarta-feira, pelo Presidente da República, João Lourenço.

Segundo o porta-voz da terceira edição da Bienal de Luanda, Neto Júnior, o Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência contou com 790 participantes, com destaque para Chefes de Estado e Governo, ex-Presidentes, representantes da Comissão da União Africana, da UNESCO, membros de partidos políticos, do Executivo, do poder judicial, legislativo, entre outros.

Papel da mulher no processo de paz

Ontem, o segundo dia dos trabalhos da Bienal de Luanda ficou preenchido com várias actividades e debates, sobre o papel da mulher no processo de paz, segurança e desenvolvimento.

O Presidente da República disse que “já não há espaço para visões redutoras do lugar da mulher na sociedade, onde assumem um papel cada vez mais actuante”. João Lourenço considerou que as mulheres, na qualidade de mães, “podem transformar-se em verdadeiras arquitectas da paz, de um mundo de harmonia”.

Sobre o conflito no Médio Oriente, o também presidente da SADC reafirmou que o fim da guerra entre Israel e Hamas passa pela criação do Estado palestino. João Lourenço, reforçou que este pressuposto está vincado nas várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a matéria.

Entretanto, o Presidente da União Africana disse que “o continente berço da humanidade precisa assumir, por si só, a resolução dos seus problemas”.

Azali Assoumani, que falava durante a terceira edição da Bienal de Luanda, Fórum Pan-africano para Cultura de Paz, tomou como exemplo uma série de conflitos que surgem no continente africano, resultado de alterações anticonstitucionais.

Por Joaquim Mussungo e Queirós Chiluvia