Politica
MPLA avança na representatividade feminina, enquanto UNITA regista retrocesso, diz activista
A activista Luzia Moniz considera que o MPLA tem registado progressos significativos na representatividade feminina, enquanto observa um retrocesso da UNITA neste domínio.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, Luzia Moniz destacou que dados recentes apontam para um aumento da presença de mulheres nas listas eleitorais e nos cargos parlamentares do MPLA. Para a activista, estes indicadores refletem um esforço contínuo do partido na promoção da igualdade de género, princípio defendido por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), que recomenda maior participação feminina nos processos de decisão política.
Em contrapartida, Luzia Moniz afirmou que a participação das mulheres no seio da UNITA tem diminuído, situação que considera preocupante num contexto em que se defende a inclusão política e o reforço da democracia representativa, conforme relatórios da União Inter-Parlamentar sobre participação política.
Fundadora da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA), Luzia Moniz sublinhou que a organização mantém o foco na promoção da igualdade de género, dando particular atenção à presença feminina em diferentes esferas da sociedade. “O aumento da participação da mulher nos órgãos de decisão é essencial para o fortalecimento das instituições democráticas e para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada”, afirmou, recordando que este princípio está consagrado na Constituição da República de Angola, que garante igualdade de direitos entre homens e mulheres.
O PADEMA tem desenvolvido diversas iniciativas voltadas para a inclusão e defesa de políticas públicas que assegurem igualdade de oportunidades, sobretudo nos domínios político e social, reforçando a participação feminina como um elemento central para o desenvolvimento e fortalecimento da democracia no país.
