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Politica

MPLA: António Venâncio denuncia companhas contra sua candidatura à presidente do partido

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O engenheiro António Venâncio, que manifestou, recentemente, a sua pretensão de candidatar-se ao cargo de Presidente do MPLA, no VIII Congresso que o seu partido realiza em Dezembro próximo, denunciou, em conferência de imprensa, realizada na manhã desta sexta-feira, 05 de Novembro, em Luanda, haver uma campanha dentro do MPLA, contra a sua possível concorrência ante João Lourenço que lidera os camaradas desde 2017.

O militante do partido que governa Angola desde 1975, disse que quando fez a manifestação pública de candidatar-se à liderança do MPLA obteve contactos “animadores, mas não tardou a abrandar os ritmos de recolha quando começaram a surgir, um pouco por todo o lado, mensagens e discursos de dirigentes do partido nos mais diversos escalões a desencorajarem os militantes para não aderirem a qualquer outra operação de recolha de assinatura para uma segunda candidatura” à liderança do partido.

Para elucidar, António Venâncio cita o facto de o comité distrital do Rangel do MPLA, onde é militante activo, ter organizado uma marcha de “tornar quase impossível” outra candidatura. Referiu ainda que todos os comités de Acção do Partido foram mobilizados a participar massivamente na campanha, que terá sido orientada superiormente.

Face a estas situações, adianta o pré-candidato, desencadeou-se um clima de intimidação presentes em declarações dos dirigentes partidários em relação a adopção da candidatura única.

Denunciou igualmente a interferências que diz se registar no processo, estando os delegados de várias províncias estarem a recusa de subscrição à sua candidatura, que segundo fez saber, alegam a possibilidade de serem responsabilizados por “indisciplina partidária, ao apoiarem outra candidatura.

“A ideia da candidatura única que também se espalhou por quase todas as províncias, e que foi o motivo de resoluções de cumprimento obrigatório por todos os militantes, foi destinada e aprovada nas assembleias provinciais, municipais e CAPs, tornando mais desequilibrada ainda a situação, pelo tratamento privilegiado em perfeita violação aos estatutos, designação no seu ponto 1. alínea d) do artigo 27º”, referiu.

Acrescentou ainda que o seu MPLA realizou, no CAP 90, do distrito urbano do Rangel, onde é membro, encontros que visaram desencorajar os membro daquele comité para preparar uma marcha para contrariar e exigir a desistência dos militantes que terão mostrado interesse em aderir a sua candidatura.

Estas situações, avança ainda António Venâncio, gerou um “clima impróprio para o exercício da democracia e da expressão livre e consciente dos militantes em todo o território nacional.

O engenheiro informou ainda que na última quinta-feira, 4 de Novembro, remeteu a subcomissão de candidatura ao congresso do partido, uma reclamação e pedido de prorrogação do prazo para a entrega de candidatura, que entretanto terminou nesta sexta-feira, 05, e espera por um posicionamento.

“De acordo com este posicionamento saberemos depois que passos dar, mas recomendamos, entretanto, a todos os delegados nas várias províncias que continuem o seu trabalho até que o processo de recolha de assinaturas seja dado como definitivamente encerrado”, garantiu.

Sobre as intimidações que os apoiantes a sua candidatura diz estarem a sofrer, o pré-candidato ao congresso eletivo do MPLA considera “uma grande injustiça” contra os seus camaradas.

“É, pois estes inúmeros militantes e por vários cidadãos interessados neste bem imaterial, tão precioso, para o funcionamento harmonioso do partido que é a democracia interna, que irei lutar até as últimas consequências pela conquista dos nossos direitos”, prometeu, apoiando-se na Constituição da República de Angola que consagra igualdade de oportunidades a todos.

António Venâncio, de 62 anos de idade, 46 dos quais como militante do MPLA, é o primeiro, na história politica daquele partido a manifestar publicamente interesse em concorrer à Presidência da sua formação politica e caso se efective, será também a primeira vez que um congresso do movimento Popular de Libertação de Angola terá mais de uma candidatura.

Para a formalização da sua candidatura, o pré-candidato disse ter elaborado uma moção de estratégia que contém os princípios e ideias políticas, bem como o programa do mandato, em cumprimento da democracia interna, que segundo fez saber, os estatutos do partido garantem.