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MPLA: “A geração a que pertenço deveria ter acedido à Alta Liderança 10 ou, no mínimo, 5 anos antes”, justifica Vice-PR sobre sua saída do cargo

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O Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, justificou a sua indisponibilidade em continuar no cargo para os próximos cinco anos, em caso de vitória do MPLA nas próximas eleições gerais do país, com a necessidade de renovação geracional no aparelho governativo, tendo afirmado que “a geração a que pertenço deveria ter acedido à Alta Liderança 10 ou, no mínimo, 5 anos antes”.

O actual Vice-Presidente da República discursava nesta segunda-feira, na reunião extraordinária do seu partido, durante a qual foi aprovada a lista de candidatos à Presidente da República, Vice-presidente da República, Presidente da Assembleia Nacional e dos Deputados.

Em jeito de despedidas, Bornito de Sousa, disse que a necessidade da renovação geracional resulta de uma previsão que já fazia sentido há algum tempo, por isso o cargo de Vice-Presidente da República devia ser ocupado por pessoas mais jovens, com idades entre os 45 e 55 anos em média, “que poderia eventualmente coincidir com o equilíbrio de género. Disso, demos, igualmente, na altura, conhecimento ao Presidente do Partido e partilhamos com um leque muito limitado de pessoas”.

Referiu ainda que essa configuração, que resulta da sua visão pessoal manifestada em 2016, em ambiente académico, quando o então Presidente José Eduardo dos Santos apelou à mudança geracional da alta liderança do País , “altura em que defendemos o ‘duplo salto geracional’”.

“Considerávamos, então, que a geração a que pertenço deveria ter acedido à Alta Liderança 10 ou, no mínimo, 5 anos antes. Respeitava, entretanto, os factores objectivos, subjectivos e conjunturais que não proporcionaram essa oportunidade histórica”, disse.

Afirmou ainda que apesar dessa visão, manifestada há seis anos, aceitou emprestar a sua “modesta contribuição no desempenho do cargo de Vice-Presidente da República com rigor, fidelidade, patriotismo e sentido de Estado, e procuramos fazer o melhor possível, nos marcos dos limites constitucionais e dos Estatutos do Partido”.

Reforçou ainda a ideia da necessidade “importante e premente” de uma aproximação geracional da Alta Liderança do Estado em relação à idade média da maioria eleitoral e da população em geral, que caracterizou como bastante jovens.

felicitou o seu lider partidário João Lourenço por apresentado a actual Secretária de Estado das Pescas, Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa, como a opção para o número 2 da lista, tendo saudado e felicitada e manifestou disponibilidade de apoio no processo de transição executiva.

Bornito de Sousa viu-se amplamente aplaudido pelos presentes quando começou por reconhecer “eventuais falhas, erros, excessos ou insuficiências em termos de desempenho institucional ou de relações pessoais”, no exercício das funções de Vice-presidente, tendo agradecido à sua Esposa, filhas e neto, o apoio.

“A estafeta da existência tem a linha de partida e tem o momento de entrega do testemunho”, afirmou, referindo-se àquele momento em que passava o testemunho á futura sucessora.

“Mas não estamos ainda a abandonar o veículo. Trata-se ainda apenas do colocar do assento lateral à disposição e a passar para o “Back seat” (banco de trás). Esperamos continuar a dar a nossa contribuição e modesta experiência, em accões e plataformas não executivas”, disponibilizou-se.
Bornito de Sousa terminou o seu discurso recorrendo a um ditado popular que no seu entender assinala as fórmulas para a projecção humana no futuro: “‘Plante uma árvore, Escreva um livro e Faça um filho’. Já cumprimos a primeira. É chegado o momento de escrever, para partilhar o conhecimento e as experiências. Restam dúvidas sobre a terceira, pois apenas tenho meninas…”.

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