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Morreu o homem mais rico de Portugal

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Morreu esta quinta-feira Américo Amroim, considerado o homem mais rico de Portugal.

O empresário fez fortuna no ramo da cortiça e era o principal acionista da Galp.

Américo Amorim tinha renunciado, em outubro de 2016, ao cargo de presidente do conselho de administração da Galp por motivos pessoais. Em 2016 já tinha sido vítima de uma infecção bacteriana que o deixou debilitado. Na altura, passou os cargos dirigente que detinha na petrolífera e na corticeira para a filha, Paula Amorim.

Nos último anos, o empresário tem sido consecutivamente referido nos rankings da revista Forbes como o português com a maior fortuna pessoal. Na última edição da lista, publicada em 2017, a publicação estimava a fortuna de Amorim em 4,4 mil milhões de euros.

Para além de Paula, deixa mais duas filhas herdeiras, Marta e Luísa Amorim.

O funeral do empresário Américo Amorim, realizar-se-á sábado de manhã no Mosteiro de Grijó, no concelho de Vila Nova de Gaia, revelou ao final da tarde fonte do Grupo Amorim.

A igreja construída entre 1574 e 1624 está situada na chamada Quinta do Mosteiro, que é propriedade da família do industrial corticeiro, e às 10h30 irá acolher as cerimónias fúnebres numa missa de corpo presente. Ainda segundo a mesma fonte do Grupo Amorim, essas exéquias serão precedidas, esta sexta-feira, por um velório na capela do referido Mosteiro, no período entre as 13h00 e as 22h00.

Américo Amorim, o homem que construiu um império

O empresário Américo Amorim, que nos últimos anos surgiu na revista Forbes como o homem mais rico de Portugal, é descrito como um ‘self-made man’ que conseguiu construir um dos maiores impérios industriais do país.

Américo Ferreira de Amorim, que morreu hoje, prestes a completar 83 anos, nasceu em Mozelos, Santa Maria da Feira, em 21 de julho de 1934.

Segundo os relatos da imprensa, teve uma infância modesta, fez o Curso Comercial no Porto e foi trabalhar nos anos 50 para a empresa de cortiça da família. Depois viajou pelo mundo.

“Estive durante quatro anos e meio fora de Portugal, nos caminhos de ferro, em segunda classe e a dormir em pensões. Andei pela América do Sul, Europa Central e Ásia. Conheci povos, mentalidades, culturas, guetos de poder, sociedades desfavorecidas. Fiquei com a ideia de como era o globo. Foi uma universidade fantástica”, afirmou, citado pela revista Visão.

Em 1963 é fundada a Corticeira Amorim, que tem como sócios os quatro irmãos da família e um tio.

Américo Amorim aposta na exportação e na internacionalização da empresa e, quando em abril de 1974 tem lugar a revolução dos cravos, o empresário é já descrito como um homem rico.

Nessa altura, Amorim aproveita para investir, quando muitos dos mais ricos de então se querem desfazer do seu património. “Enquanto os outros fugiam, eu fiquei e comprei”, disse à Visão.

Nas décadas seguintes, Américo Amorim conseguiu diversificar os negócios. Esteve envolvido, em 1981, na criação da Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI), que daria lugar ao BPI, mais tarde virá a participar no BCP, o banco privado fundado em 1985.

Depois da aposta no sector financeiro, o império Amorim assume também posições em sectores como as telecomunicações, turismo e petróleo.

Nos últimos anos, Américo Amorim surgiu quase ininterruptamente na revista Forbes como o homem mais rico de Portugal. Na lista anual de 2016 da revista surgem 1.810 milionários e o empresário português ocupa a posição 369, a mesma do ano anterior, com uma fortuna estimada em 4,1 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros). Atrás dele, mas a larga distância, aparecem dois outros portugueses, Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo.

“Não me considero rico. Sou trabalhador”, disse em 2011 ao Jornal de Negócios, questionado sobre se aceitaria um imposto especial para as grandes fortunas.

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