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Moradores do Sambizanga negam-se a ser realojados no Zango

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Os moradores da rua 12 de Julho, zona adjacente ao Estádio de Futebol Mário Santiago, pertença da Associação do Progresso do Sambizanga, distrito urbano com o mesmo nome, negam-se a ser transferidos para os Zangos, dado o facto de o presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter alegadamente garantido que os habitantes daquela circunscrição seriam transferidos para os edifícios da Marconi, até a reconstrução da actual zona habitacional.

 Para além de recusarem a transferência para o Zango, os munícipes do Sambizanga acusam o grupo de fiscais que cadastrou e que pretende demolir as suas residências, de fiscais “fantasmas”, pelo facto de, supostamente, o Governo da Província de Luanda, bem como a Comissão Administrativa de Luanda desconhecerem a proveniência dos mesmos.

 “Questionamos o GPL e a Comissão Administrativa sobre o facto, a resposta que obtivemos é que desconhecem a origem destes fiscais. Infelizmente, também se revelam incompetentes de os retirar da zona”, contou Matias António, tendo garantido que nenhum morador daquela zona do Sambizanga aceitará ser transferido para o Zango.

 Desesperados, os moradores do Sambizanga contam que os referidos fiscais já estiveram no bairro com a mesma pretensão há dez anos, mas que foram impedidos pelo Governo da Província de Luanda.

 “Agora não entendemos como é que regressam, mais arrogantes e pior ainda, vem o GPL e a Comissão Administrativa da Cidade de Luanda alegarem desconhecimento da proveniência do mesmo grupo. Até é ridículo! Como é que instituições do Estado desconhecem um grupo que vai proceder demolições na sua área de jurisdição e não os impede?”, questionou Matias António, morador da referida circunscrição.

 Por sua vez, George Castro, também do Sambizanga, alega que o que lhe deixa mais indignado é o facto de pretenderem realojá-los no Zango III ou 4, uma zona, segundo o mesmo, erguido somente para o realojamento de famílias que vivam em zonas de risco.

Entretanto, face a contundência das acusações, o Correio da kianda envidou esforços em contactar o Governo da Província de Luanda, mas sem sucesso.

Voltaremos.

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