Sociedade
Moradores do Dangereux acusam EPAL de favorecer “garimpeiros de água”
Pelo menos duzentas residências estão sem fornecimento de energia elétrica no bairro Dangereux, no município de Talatona, em Luanda, situação que já dura há mais de 48 horas e está a afetar o quotidiano das famílias.
Além da falta de luz, os moradores manifestam-se igualmente preocupados com o abastecimento de água, acusando a direção do Ministério da Energia e Águas de falta de respostas claras sobre a não formalização do serviço na zona.
Segundo os populares, muitos residentes já possuem contratos com a EPAL, mas, ainda assim, o fornecimento regular de água não é garantido. Os moradores afirmam não compreender por que razão a instituição não regulariza a situação, enquanto práticas informais de captação e distribuição de água continuam a crescer de forma desordenada no bairro.
No que diz respeito à energia elétrica, a população questiona o facto de o pagamento ser feito a uma entidade privada, em vez da ENDE, levantando dúvidas sobre a legalidade e a transparência do processo.
Os residentes dizem estar disponíveis para regularizar os serviços, assegurando que já efetuaram pagamentos com vista à ligação domiciliar de água e energia, mas até ao momento não obtiveram soluções concretas.
Sem respostas institucionais, cresce o sentimento de abandono entre os moradores do Dangereux, que apelam à intervenção urgente das autoridades para garantir serviços básicos essenciais, como água e energia, direitos fundamentais consagrados nas políticas públicas de desenvolvimento urbano em Angola.
