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Moçambique recebe mais de 2 milhões de dólares para desenvolver energias renováveis

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O Programa de Integração de Energias Renováveis ​​de Moçambique (MREP),  beneficiou de um financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), de 2,5 milhões de dólares para a sua implementação.

A informação consta numa nota de imprensa enviada ao Correio da Kianda, que aponta que os recursos do Fundo de Energia Sustentável para África (SEFA), administrado pelo Banco, serão utilizados para a execução do Programa.

“Com o apoio do Fundo de Energia Sustentável para África, a capacidade de Moçambique para integrar maiores quotas de renováveis vadeáveis irá aumentar, reforçando os esforços de Moçambique para se tornar um grande fornecedor regional de eletricidade”, disse o Dr. Daniel Schroth, Diretor de Energias Renováveis ​​e Eficácia Energética do Banco Africano de Desenvolvimento. “Tendo em consideração que Moçambique é um país muito vulnerável às alterações climáticas, o projeto ajudará a construir uma infraestrutura de geração de energia mais sustentável e resiliente”, acrescentou.

A nota cita ainda que, este financiamento destina-se, essencialmente, a prestar assistência à Eletricidade de Moçambique (EDM) em quatro componentes principais: apoio financeiro para estudos de viabilidade técnica, económica, ambiental e social para o desenvolvimento de uma central solar flutuante na albufeira de Chicamba; apoio financeiro para um estudo de viabilidade para Armazenamento de Sistemas de Bateria de Energia em até 10 locais em Moçambique; qualificação do pessoal da EDM; e apoio à preparação de propostas.

“Estamos muito entusiasmados com o lançamento das atividades no âmbito do Fundo de Energia Sustentável para África em Moçambique, em conjunto com projetos estratégicos e inovadores, e que irão contribuir para a diversificação da matriz energética, bem como para o desenvolvimento de um estudo sobre as necessidades de armazenamento, que permitirá o desenvolvimento de mais projetos de energia renovável”, disse Marcelino Gildo Alberto, Presidente da EDM, a beneficiária. “O apoio do SEFA também inclui um programa de capacitação, que irá permitir que o nosso pessoal desenvolva habilidades estratégicas relacionadas com o desenvolvimento e gestão de projetos de energia renovável”, acrescentou.

O financiamento será usado, igualmente, para a elaboração de estudos que visam aumentar a participação da produção variável de energia renovável no mix energético de Moçambique e de estudos de viabilidade para o desenvolvimento de energia solar fotovoltaica flutuante, bem como auditorias financeiras sobre a assistência técnica concedida.

Cada vez mais afetado por fenómenos climáticos severos e repentinos, como ciclones, tempestades e períodos prolongados de seca, Moçambique é dotado de abundante energia proveniente de recursos renováveis ​​e fósseis. Ao longo da última década, o setor da energia em Moçambique fez progressos consideráveis: o país é exportador de eletricidade, apesar das baixas taxas de acesso (57% nas zonas urbanas e 13% nas zonas rurais). Com 187 gigawatts, Moçambique tem o potencial para se tornar o gerador de energia mais significativo na África Austral, graças aos recursos inexplorados em carvão, hidroeletricidade, gás, energia eólica e solar. Atualmente, a energia hidroelétrica representa cerca de 81% da capacidade instalada no país. Mas é o gás natural e as fontes de energia renovável que devem ocupar uma parte crescente da matriz energética de Moçambique.

O Banco Africano de Desenvolvimento é um ator chave do setor em Moçambique. Forneceu mais de 400 milhões de dólares em financiamento para o projeto de Gás Natural Liquefeito de Moçambique (GNL) de 20 mil milhões de dólares, em curso. O Banco apoia a geração, transmissão e distribuição de energia, como o Projeto Tamine Gas. Atualmente, apoia o projeto da central hidrelétrica de Mphanda Nkuwa, a reabilitação da central hidroelétrica de Cahora Bassa e a construção de uma linha de transmissão no norte para levar energia elétrica ao sul.

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