África
Moçambique: polícia diz que usa “meios legítimos” para dispersar manifestantes
Em Moçambique, a polícia disse esta terça-feira, 18, que usa “meios legítimos” para dispersar manifestantes, admitindo a possibilidade de haver feridos durante a dispersão de protestos que bloqueiam as vias e a circulação de pessoas e bens.
O chefe de departamento de relações públicas do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), disse que “os apelos esgotam-se, pelo que as pessoas devem se abster de cometer vandalismo, mas também de bloquear vias e, nestas circunstâncias de esgotamento desses apelos, às vezes os manifestantes ou os que se propõem a manifestar-se vão criando situações de vandalismo e nós temos meios legítimos de prevenção a estes factos”.
Em conferência de imprensa em Maputo, Leonel Muchina, repetiu que as autoridades policiais têm usado “meios de dispersão de massas” para travar protestos, referindo que estes são “legítimos”, dando como exemplo o “gás lacrimogéneo”.
Afirmando que “nestas circunstâncias pode eventualmente haver feridos, que são circunstâncias involuntárias”.
O responsável referiu que “manifestar-se é constitucional”, mas pediu “respeito” para com os outros direitos fundamentais dos cidadãos, indicando que “o direito de uns de ir e vir não pode ser colocado em causa por aqueles que se propõem a bloquear vias”.
Moçambique vive desde Outubro um clima de forte agitação social, com manifestações e paralisações convocadas, primeiro, pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados eleitorais que deram a vitória a Daniel Chapo.