Connect with us

Sociedade

Moçambique extradita cidadão angolano que traficava cocaína entre Brasil, Angola e Nigéria

Published

on

Num Comunicado de Imprensa, a Procuradoria-Geral de Moçambique informa ter extraditado Higino Duarte Regal, também conhecido por Carlos Eduardo Monteiro ou “Advogado Pablo”, detido em Maputo, no passado dia 29 de Dezembro, em cumprimento do Mandado Internacional emitido pelas autoridades angolanas.

Condenado em 2017 a cumprir dez anos de prisão maior por tráfico internacional de drogas, “Advogado Pablo” fugiu da prisão dois anos depois, em Setembro de 2019, quando foi encaminhado do Hospital Prisão de São Paulo, em Luanda, para a clínica Girassol, a fim de fazer exames complementares.

A PGR de Moçambique disse que no acto da sua detenção, foi encontrado com diversos documentos, em seu nome, de vários países (Moçambique, Brasil, Seychelles, Namíbia e Angola), de entre eles, certidões de nascimento, passaportes, bilhetes de identidade e cartas de condução.

“De referir que, contra o mesmo cidadão, correm termos dois processos-crime junto do Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional-GCCCOT, registados sob os números 352/1104/P/23 e 07/GCCCOT/2024, indiciado nos crimes de falsificação e uso de documentos falsos”, refere a PGR moçambicana.

Higino Duarte Regal pertencia a uma associação de malfeitores que traficava cocaína entre o Brasil, Angola e Nigéria. Em 2017 foi detido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro com um quilo e 400 gramas de cocaína, dissimulada numa mala proveniente do Brasil.

Caso “Man Genas”

O Correio da Kianda confirmou que foi igualmente extraditado o cidadão conhecido como “Man Genas”, que em vários vídeos publicados nas redes sociais, juntamente com a esposa, surgem a denunciar o suposto envolvimento de altas patentes da polícia no tráfico de drogas no país, bem como, num vídeo mais recente, a sua esposa surge a solicitar protecção do maior partido na oposição angolano para a sua família que, segundo ela, estaria a ser forçada a um regresso ao país, de onde saíram com “fortes ameaças de morte”.