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Miss Turquia perde coroa ao comparar menstruação com golpe de Estado falhado

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A vencedora do concurso de Miss Turquia 2017, Itir Esen, perdeu a coroa esta sexta-feira, poucas horas depois de ganhar o concurso de beleza, devido a um tweet polémico onde compara a sua menstruação ao sangue das vítimas do golpe de Estado falhado de 2016.

O tweet foi publicado há dois meses, mas só foi divulgado depois da eleição que teve lugar em Istambul.

“Estou com período para celebrar o dia dos mártires de 15 de julho. Comemoro este dia vertendo o sangue derramado pelos nossos mártires”, escreveu a jovem de 18 anos, no dia 16 de julho, um dia depois do primeiro aniversário da tentativa de golpe de Estado.

Este tweet indignou muitos internautas turcos e os organizadores do concurso decidiram retirar o título a Itir Esen alegando que não tinham visto o tweet antes da cerimónia.

“Lamentamos que este tweet tenha sido feito por Itir Esen. A organização do concurso Miss Turquia não pode aceitar esta publicação”, lê-se no comunicado.

Itir Esen apagou todas as fotos do concurso das redes sociais e, numa publicação feita no Instagram, garantiu que não estava a tomar nenhuma posição política com a mensagem escrita há dois meses. “Fui ensinada a respeitar o meu país”, começou por dizer para logo a serguir pedir desculpa por “ter sido mal interpretada”.

A segunda classificada, Asli Sümen, de 23 anos, ficou assumiu o cargo automaticamente e vai representar a Turquia no concurso Miss Mundo, que se vai realizar este ano na China.

Esta não é a primeira miss turca a sofrer consequências por publicações feitas nas redes sociais. Em 2016, Merve Büyüksaraç, coroada em 2006, foi condenada a 14 meses de pena suspensa por partilhar no Instagram uma versão modificada do hino nacional turco com insultos ao presidente Erdogan.

Tentativa de golpe de Estado fez 250 mortos

A tentativa de golpe de Estado de 2016 fez cerca de 250 mortos, que se tornaram um verdadeiro objecto de culto nacional na Turquia. As fotos das vítimas estão presentes em muitos dos espaços públicos do país e o presidente, Recep Tayyip Erdogan, refere-se muitas vezes aos mortos como “mártires”.

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