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Miss Bengo lança projecto para combater a má nutrição infantil

Redação

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Propor estratégias de promoção de saúde, buscando uma educação para a alimentação mais saudável, é um dos propósitos do projecto de intervenção contra à má nutrição infantil “NutriBengo” lançado, no sábado, 17, no município dos Dembos, numa iniciativa da Miss Bengo 2020, Rita dos Santos.

Pretende-se com o projecto beneficiar directamente crianças dos zero aos cinco anos de idade, bem como pais e encarregados de educação das crianças, de forma indirecta.

Em declarações à imprensa, a Miss Bengo 2020, Rita dos Santos, explicou que o projecto NutriBengo visa garantir o desenvolvimento da primeira infância, a segurança alimentar e nutricional.

Para tal, serão distribuídas 500 tigelas de sopa em cada um dos seis municípios da província do Bengo, bem como palestras com especialistas sobre nutrição infantil.

A médica Lucrécia Fiaça destacou a importância deste projecto, lembrando que os doentes imuno-comprometidos ou imuno-deprimidos são um grupo de risco que com alguma facilidade podem ser infectados pelo vírus Sars cov2.

“Dentre as complicações da má nutrição temos a incapacidade das crianças assimilarem e eu penso que é muito bom continuar nesse projecto de combate à má nutrição, para que possamos ter pessoas mais saudáveis”, referiu.

A médica sugeriu a inclusão de produtos naturais e do campo na alimentação das crianças de forma a se conseguir fontes de vitaminas e proteínas e ajudar o organismo a se desenvolver como convêm.

Por sua vez, o director municipal da Saúde dos Dembos, Sebastião Gongo, informou que o município tem uma média de 20 pacientes semestralmente com má nutrição, sem o registo de qualquer morte.

Lamentou o facto de muitas mães de crianças sub-nutridas abandonarem o tratamento, alegando que a má nutrição deve ser combatida com tratamento caseiro/tradicional.

Durante a sua estadia no município dos Dembos, a Miss Bengo 2020, Rita dos Santos, ofereceu medicamentos diversos ao hospital municipal.

A 16 de Outubro assinalou-se o Dia Mundial da Alimentação sob o espectro do aumento da fome no mundo, devido a vários factores, como alterações climáticas e o surgimento da Covid-19, pandemia que impôs um confinamento social em todos os países.

A representante da FAO, Gherda Barreto, disse recentemente que, nos últimos anos, Angola tem dado passos importantes nos seus compromissos para a erradicação da fome.

Entre dois biénios 2004/2006 e 2017/2019, a prevalência da subalimentação no país passou de 52,2 % para 19%, o que em termos populacionais corresponde a mais de cinco milhões de pessoas subalimentadas por dia.

Segundo a oficial da FAO,  para atingir a agenda 2030, Angola tem de passar os 5.5 milhões de pessoas em subalimentação a nível zero, ou seja, deve alcançar o chamado desafio “Fome Zero”.

Por Angop 

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