Connect with us

Mundo

MIREX inicia evacuação de angolanos residentes no Sudão

Published

on

À semelhança de nações ocidentais, árabes e asiáticas que iniciaram a retirada dos seus cidadãos do Sudão esta segunda-feira, 24, o Executivo angolano iniciou hoje a evacuação de cidadãos nacionais que se encontram em território sudanês, tendo em conta o recrudescimento do conflito armado naquele país africano.

Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, cinco cidadãos nacionais que se encontravam a estudar na capital sudanesa, Cartum, estão em direcção à fronteira terrestre entre o Sudão e a Etiópia, concretamente na localidade de Gallabat/Metema, no Estado Regional de Amhara.

Outros cinco estão a caminho do Egipto, num processo de evacuação coordenado com o Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO) da África do Sul.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MIREX) estão em curso “as diligências necessárias para que as missões diplomáticas de Angola no Cairo e em Addis-Abeba procedam a evacuação voluntária a Luanda dos referidos cidadãos”.

Para tanto, o MIREX anuncia que coloca à disposição dos demais cidadãos nacionais em território sudanês os terminais telefónicos (+251) 978-84-38-35 e (+251) 965-59-70-71 da Embaixada de Angola na Etiópia.

No mesmo comunicado, o MIREX manifesta a preocupação do Governo angolano face à degradação da situação política e de segurança no Sudão, reiniciada no dia 15 deste mês. O conflito que opõe as Forças Armadas do Sudão (SAF) e o Grupo Paramilitar das Forças de Intervenção Rápida (RSF) provocou o refluxo de refugiados, agravando a situação humanitária na região.

A explosão de violência entre os militares e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) em 15 de Abril matou pelo menos 427 pessoas, derrubou hospitais e outros serviços e transformou áreas residenciais em zonas de guerra .

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou em uma sessão do Conselho de Segurança da ONU em Nova York que a violência “arrisca uma conflagração catastrófica no Sudão que pode envolver toda a região e além”.