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Politica

Ministro é exonerado dias após trabalhadores manifestarem-se à porta do MCTA

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O Presidente da República, João Lourenço, exonerou ontem, por conveniência de serviço, Jomo Francisco Isabel de Carvalho Fortunato, do cargo de Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, dois dias depois de um grupo de trabalhadores contratados para prestarem serviços aos três sectores terem se manifestado, em Talatona, frente ao ministério, para exigir o pagamento dos seus salários que não recebem desde Março de 2020.

Noutro decreto, também de ontem, o Presidente da República, nomeou Filipe Silva de Pina Zau, para o cargo de Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, de quem os trabalhadores esperam que venha resolver a situação de atraso salarial agravada pelos dois últimos ministros.

“Creio que deverá resolver esta situação, porque os dois últimos ministros não conseguiram, depois das reivindicações dos funcionários que são chamados de contratados. Se o novo ministro tiver sensibilidade, acredito que será mais-valia para o sector”, disse um dos funcionários que prefere o anonimato.

Para ele, a fusão dos três ministérios da Cultura, Turismo e Ambiente provocou a má gestão na função pública, a começar pela dívida contraída a partir de Março do ano passado. A lista de trabalhadores era de 196 dos três sectores, com a saída dos trabalhadores que integram actualmente a Agência Nacional de Resíduo, ficou perto de 140, número que o ministério confirma ter reduzido para 85 que não recebem salário até a presente data.

“É muito complicado teres o teu colega ao lado que não se sensibiliza com a sua situação porque é de outro sector”, lamentou.

Concentrados frente à sede do ministério, os trabalhadores exibiam cartazes e gritavam “paguem o nosso dinheiro”, “o fundo do Ambiente tem dinheiro”, “chega de mentiras MCTA” e “19 meses sem salário”, ilustrando o verdadeiro descontentamento e desconforto.

Ainda de acordo com a nossa fonte, os trabalhadores já tentaram negociar várias vezes com o ministério, no sentido de verem a situação resolvida, mas sem sucesso. E no dia 19 de Agosto passado, o grupo reuniu com a Secretária Geral, Director dos Recursos Humanos e o PCA do Fundo do Ambiente, onde, na altura, foi garantido que “havia valor para pagar os contratados e que em Janeiro de 2022 haverá concurso público para inserção dos quadros na função pública.

“O PCA do fundo do Ambiente garantiu que há valores para pagar todos os contratados de uma vez”, disse a nossa fonte, tendo avançado que, provavelmente, os salários serão pagos na próxima semana.