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Politica

Ministro diz que transporte de mercadorias no país é ainda um desafio

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O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D´Abreu, nesta sexta-feira em Luanda, que o transporte de mercadorias no país continua a ser um desafio para o executivo, por isso encoraja a entrada de actores que possam contribuir para as necessidades de escoamento de produtos e promover a redução de acidentes rodoviários.

O governante falava na última sexta-feira, à imprensa, no acto de relançamento da Renault em Angola, pelo grupo Caetano, que se tornou, assim no representante da marca francesa Renault Trucks, depois de as duas partes terem assinado o contrato em Janeiro deste ano. O negócio está avaliado em 500 mil euros.

O ministro dos Transportes disse que o transporte de mercadoria no país é ainda um desafio, pois “o transporte de mercadorias em Angola tem um peso muito significativo, e obviamente que precisamos de veículos que sejam confiáveis, seguros também para promover a sinistralidade rodoviária nas estradas”.

Entretanto sublinhou a necessidade de os fornecedores e respectivos clientes salvaguardar a manutenção. “Não interessa só vender o veículo, é importante cuidar dele também, e acima de tudo garantir a segurança rodoviária”, finalizou Ricardo D´Abreu.

O presidente da Renault Trucks para África, Cyril Barrile, disse à imprensa que a parceria, através da qual a Renault Trucks volta ao mercado angolano, representa um momento muito importante por assinalar o início da parceria por entender que a introdução de veículos pesados num mercado “é muito mais que simples venda de veículos normais, pois os clientes adquirem-no com propósitos muito específicos.

O responsável afirmou ainda que “cada venda representa uma nova parceria com cada um dos clientes que adquire cada unidade”.

Cyril Barrile avançou ainda que os novos veículos da marca são de “excelente qualidade”, pois é a mesma que os veículos que são feitos para a Europa, mas adaptados para o contexto das necessidades angolanas, em termos de robustez, adaptação às condições climatéricas, entre outras características que são encontradas em Angola.

Em relação aos tipos de veículos, o Presidente para a região africana dividiu em dois grupos o público-alvo para os veículos que colocam agora à disposição do mercado angolano.

O primeiro, avança o responsável, são os veículos novos, iguais aos que estão à disposição dos clientes em todo o mundo, ao passo que o segundo grupo é de camiões recondicionados e adaptados para o mercado angolano, melhorando a distância em relação ao solo e os chassis.

Do ponto de vista do programa de expansão, referiu que para além de Angola a Renault já está presente em alguns países do continente, especialmente os da lusofonia. Segundo o responsável, a marca já está em Moçambique. Entretanto, os outros mercados dos PALOPs são ainda muito pequenos, razão pela qual a sua presença requer ainda alguma ponderação. Já Cabo Verde consta dos países cuja a dimensão é pequena e a tradição local está mais virada para os camiões pequenos, e por isso é um país que neste momento não consta da lista dos prioritários para a entrada dos veículos da Renault Trucks.

O Administrador Delegado do grupo Caetano em Angola, Fernando Leite, disse que a estratégia do novo importador de veículos da marca francesa passa por apostar também nas demais províncias do país.

Disse ainda que a empresa vai garantir veículos de apoio para atender as eventuais necessidades de assistências pontuais a nível das estradas nacionais, para evitar que os fiquem parados, por entender que a paralização de um veículo pesado representa custos às empresas.