Connect with us

TRANSPORTES

Ministro diz que descarrilamento de comboios resulta de actos de sabotagem e “banditismo”

Published

on

O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d´Abreu, disse, ontem, na província de Benguela, que os recorrentes casos de descarrilamento de comboios no país, devem-se a actos de sabotagem e “banditismo”, que acontecem ao longo da linha férrea, tendo defendido o seu combate pelas forças da Ordem e Segurança.

Em 2022, pelo menos 10 descarrilamentos de comboios ocorreram no país, com destaque para os Caminhos de Ferro de Luanda e os Caminhos de Ferro de Benguela, tal como o Correio da Kianda foi noticiando ao longo do ano.

Questionado a propósito dos acidentes, o ministro Ricardo d´Abreu que falava à Rádio Nacional de Angola, no Município do Lobito, disse que por serem infra-estruturas estratégicas, as linhas férreas no país têm sofridos actos de sabotagem.

“Eu acho que nós temos que ter noção de que as infra-estruturas e particularmente as dos transportes e logísticas são infra-estruturas estratégicas. E é óbvio que elas são vítimas de sabotagem e actos de banditismo, que têm que ser devidamente combatidos”, disse o governante, que se encontrava em visita de trabalho ao Porto do Lobito.

Para Ricardo d´Abreu, “isto não é um tema que diga respeito exclusivamente ao Ministério dos Transportes”, defendendo, no entanto, a necessidade de maior intervenção “dos órgãos de Defesa e Segurança, porque estamos a falar de algo que pode impedir o curso de desenvolvimento da nossa economia”.

Explicou que o departamento ministerial que dirige é caracterizado pela “capacidade de entregar. Fazer fluir a economia”, pelo que a interrupção desse fluxo provoca constrangimentos à economia nacional.

Reconheceu, por outro lado, que “alguns descarrilamentos também têm a ver com questões de formação, outros com questões de manutenção das infra-estruturas, mas que são aspectos que têm de ser considerados dentro do âmbito da própria concessão”.

“Portanto, não é nada que nos preocupa. A nós preocupa-nos mais os actos de sabotagem e banditismo que possam ocorrer ao longo da linha”, acrescentou.

Segundo o ministro dos Transportes, as infra-estruturas de transporte e logística são estratégicas e por isso “são vítimas de malfeitores para impedir o curso de desenvolvimento económico do país”, razão pela qual entende que devem ser tomadas medidas dos órgãos de Defesa e Segurança para acabar com a vandalização que provocam o descarrilamento de comboios.

A ano de 2022, foi marcado por sucessivos casos de descarrilamento de comboios.

Em Novembro de 2022, um comunicado da empresa Caminhos de Ferros de Luanda, dava conta de roubo de fixadores da linha férrea na via Viana/Catete, o que obrigou aquela instituição pública a cancelar as viagens dos comboios entre os dois municípios da capital do país, conforme noticiou o Correio da Kianda.

Em Outubro, ocorreu o descarrilamento de três carruagens de uma composição, que seguia viagem para a cidade do Luena, danificando mais de 900 travessas da linha férrea.

Em Abril,  sucedeu o descarrilamento de 26 vagões vazios de um comboio de circulação entre Huíla e Namibe.

Em Outubro, ocorreu o descarrilamento de um comboio do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM),  danificando cerca de 200 metros de linha férrea.