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Sociedade

Ministro descobre Antigos Combatentes fantasmas na Lunda Sul

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O ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, manifestou hoje (sexta-feira) a sua oposição ao elevado número de assistidos na província da Lunda Sul, à volta de mais de 14 mil.

Ao intervir num encontro com os membros do governo local, o governante afirmou que, de 1968 a 1975, a Lunda Sul não tinha mais de mil soldados, dai a dificuldade de compreender porque que o Ministério assiste cerca de 14 mil e 682 Antigos Combatentes nesta circunscrição.

“Eu estive cá, na Lunda Sul, desde 1968 a 1972, e conheço um pouco da história da Luta de libertação nesta parcela do território e tenho conhecimento que há aqueles cidadãos que são verdadeiros Antigos Combatentes e que não estão registados”,  afirmou.

João Ernesto “Liberdade” considerou que o Ministério começará a materializar, rigorosamente, o lema “Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, para honrar aqueles que realmente deram o seu contributo na defesa da pátria.

Fez saber que a Lei diz que a missão do Antigo Combatente, como tal, terminou em 1975, depois da proclamação da Independência Nacional, portanto, “se até nesta data a província não tinha mais de mil soldados e hoje assistimos 14 mil e 682, alguma coisa correu mal em termos de recenseamento de candidatos e deve ser corrigido”, vincou.

O governador informou que está em curso o processo de alteração da Lei 13/02, de 15 de Outubro, do Antigo Combatente, que pretende incluir o Veterano da Pátria, a par da  criação de Cartões de Identificação dos assistidos.

Quanto às pensões, João Ernesto afirmou que, tendo em conta a situação económica que o país atravessa, “não há qualquer iniciativa sobre o aumento da renda dos Antigos Combatentes, que é de 23 mil kwanzas, mas, logo que for melhorada, será a prioridade”, frisou.

O Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria controla 160 mil assistidos, ao nível do país, e tem um total de 40 mil processos por aprovar.

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