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Politica

Ministro da Cultura considera livro sobre Mandume um exemplo de investigação

Manuel Camalata

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O ministro da Cultura Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, considerou Arsênio Satyohamba, autor do livro “Mandume – Rei de Oukwanyama”, um exemplo de investigação para os jovens angolanos. Jomo Fortunato disse mesmo ser necessário contrariar “a leitura truncada que nós temos sobre a nossa história na sua generalidade e sobre as figuras” que contribuíram para a história do país.

O governante defendeu a ideia de, em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologias, incrementar com seminários as metodologias de investigação, com várias contribuições de cientistas, nos currículos universitários. “Quer dizer que os jovens com domínio da metodologia de investigação científica vão trazer obras” com qualidade para aceitação na comunidade universitária.

Disse, igualmente, ser um apoiante de “todos os jovens interessados na investigação”, baseada em documentos autênticos, “para que Angola seja respeitada na comunidade científica internacional”. “Só assim é que nós vamos poder entrar neste universo, e os nossos investigadores serão reconhecidos”, continuou relembrando que Angola tem uma História de investigação rica “sobretudo no domínio da literatura, que pode ser reutilizada, pode ser estudada pelos nossos jovens”, para a juventude angolana conhecer os investigadores angolanos.

“Esta obra do Arsênio Satyohamba é uma obra que deve entrar imediatamente para o circuito universitário, não deve ficar nas prateleiras. Temos de encontrar estratégias para que esta obra vá em todas as províncias, em todas as faculdades angolanas de investigação no domínio das Ciências Humanas e da História para que ela seja conhecida e tenhamos um conhecimento cabal, um conhecimento mais completo, mais acabado sobre esta grande figura que foi o Rei Mandume, que morreu pela pátria e não queria ser subjulgado pela colonização portuguesa” disse.

Jomo Fortunato espera que o livro seja traduzido, o mais breve possível, para que seja apresentado à Bienal da Paz.

Já a historiadora Rosa Cruz e Silva, disse que o facto de o trabalho de pesquisa ter levado cerca de 12 anos para a sua conclusão, demonstra “paixão e patriotismo de um lado e competência do outro” por parte do autor.

Destacou ainda o facto de o autor ter escrito o livro em forma literária, que torna a obra “uma prosa atractiva e solta que conta a história do Rei Mandume.

A antiga ministra da Cultura disse, igualmente, que o exemplo de Satyohamba deve ser seguido pelos jovens angolanos.

Arsênio Satyohamba é um jovem de 33 anos de idade, natural da província do Cunene, e lançou o primeiro livro sobre a vida e obra de “Mandume – Rei dos Oukwanyama”, na passada quinta-feira, em Luanda. Prestigiaram a apresentação da obra, escrita em literatura, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, os ministros da Cultura, Turismo e Ambiente, da Juventude e Desportos, Ana Paula Sacramento Neto, das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, o presidente da Fundação Sagrada Esperança, Roberto de Almeida, o Secretário Geral da União dos Escritores Angolanos, o Vice Governador de Luanda, ainda o Secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Carnaval, entre outras individualidade.

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