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Ministério da Educação reage ao anúncio de greve do SINPTEENU e convoca reunião para quarta-feira

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O Ministério da Educação de Angola reagiu nesta terça-feira ao anúncio de uma greve nacional convocada pelo SINPTEENU, sindicato que representa trabalhadores e professores do ensino não universitário, e marcou um encontro com a direção sindical para esta quarta-feira, 10, na sede do ministério, em Luanda.

Em declarações exclusivas à Rádio Correio da Kianda, o presidente do sindicato afirmou que, após a conferência de imprensa realizada na segunda-feira, 9, o ministério, por intermédio do Secretário de Estado para o Ensino Primário, enviou um convite formal para um encontro de concertação.

Segundo o dirigente sindical, a reunião deverá abordar o caderno reivindicativo apresentado pela organização, que inclui a melhoria das condições salariais e a revisão da carreira docente.

Durante a conferência de imprensa, o SINPTEENU exigiu a fixação de um salário mínimo de 400 mil kwanzas para professores do ensino primário e secundário. Para os trabalhadores administrativos, o sindicato defende remunerações entre 250 mil e 450 mil kwanzas, de acordo com a função e o tempo de serviço.

Entre as reivindicações consta também o fim da categoria de professor auxiliar, alegando o sindicato que muitos profissionais permanecem nesta condição há mais de 30 anos, sem progressão na carreira, situação que, segundo a organização, contraria os princípios de valorização da função pública e da carreira docente previstos na legislação laboral angolana.

O encontro marcado para quarta-feira poderá ser decisivo para evitar a paralisação, caso haja entendimento entre as partes.

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