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Politica

Militantes na UNITA recusam-se assinar carta para destituir o Presidente da República

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Um grupo de militantes de proa na UNITA, que não se identifica com a proposta criada pelo partido do “Galo Negro”, que visa destituir o Presidente da República, manifestam-se desinteressados em assinar a carta pública de assinatura para acusação e destituição do Presidente da República, cuja sessão já tem data marcada.

Apurações feitas pelo Correio da Kianda, na manhã desta quinta-feira, 10, junto de fontes no maior partido na oposição, avançam que por falta de coesão no seio dos maninhos, da proposta que visa destituir o Presidente da República, a UNITA, que realiza de 13 a 18 de Agosto,  uma cerimónia pública de subscrição dos deputados para referida proposta, “está a coagir”, segundo a  fonte deste jornal junto daquele partido, por via da referida sessão de assinaturas, que militantes e deputados seus assinem, publicamente,  a referida carta.

Descreve a fonte, que dada a proximidade com a data, nos últimos dias aumentou a  pressão no seio dos militantes do partido, o que está a levar  alguns, a deixarem Luanda  e deslocarem-se ao interior do país, com pretextos de visitar familiares seus.

Em nota enviada à redacção do Correio da Kianda, a UNITA dá conta que o seu grupo parlamentar vai realizar a referida cerimónia de subscrição dos deputados, num acto público. De acordo com o comunicado, poderão participar do evento distintas individualidades da classe política e da sociedade civil.

Entretanto, vale aqui lembrar que, recentemente, o ex-deputado a Assembleia Nacional, Nfuka Nfuakaka Muzemba, num texto de opinião de sua autoria, publicado com exclusividade pelo Correio da Kianda, com o título “O jogo da intimidação: A aposta errada da UNITA” descreve não acreditar na possibilidade da UNITA, vir a obter sucesso na sua tentativa de destituir o presidente João Lourenço

“Eu arriscaria em dizer que ela não está só, deve seguramente estar alinhada a um segmento do regime,  interessado em ver o presidente João Lourenço fora do poder, não porque entende que a situação socioeconómica seja menos boa, mas porque a visão reformista do presidente os afecta, sobretudo no que diz respeito ao combate à corrupção”, referiu o também jurista.