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Sociedade

Milhares de técnicos ferroviários em Angola trabalham sem certificados 

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A denúncia é do presidente da Associação dos Técnicos Ferroviários de Angola (ATFA), Mário Cuambua, que falava esta terça-feira, 10, à margem do segundo ciclo de conferências técnicas ferroviárias “Angola Rail 2023”, realizado em Luanda, em alusão a Semana de Segurança Ferroviária da SADC.

Segundo o responsável associativo, o sector ferroviário emprega milhares de profissionais que, entretanto, exercem funções sem estarem certificados, como orientam as regras.

“Os técnicos estão formados, mas há funções que devem ser certificadas, por exemplo chefes de seccão, o maquinista. Esses têm de ter um certificado passado por uma entidade reguladora. Isso é que dá a competência ou qualificação que esse técnico pode operar com aquilo. Há casos que isto não acontece. E se houver alguma falha, o técnico é punido e normalmente a falha reverte para o técnico, nunca para a instituição”, revelou.

Por esta razão, avançou a pretensão de juntar especialistas do sector, incluindo escolas de formação, para que os técnicos sejam formados, actualizados e certificados.

Mário Cuambua vai mais longe ao denunciar a existência de técnicos que trabalham no sector há mais de 30 anos sem qualquer formação específica que os habilitam ao exercício profissional, para a salvaguarda da vida das pessoas que usam os comboios para a sua locomoção.

O administrador executivo da Agência Nacional dos Transportes Terrestres, Alberto Nkengue, que discursou no evento, em representação do Secretário de Estado, disse que o executivo está a “fazer esforço financeiro” para revitalizar o sistema ferroviário em Angola e justifica e que deve ser acompanhado das reformas em curso nas infraestrutura ferroviárias.

O segundo ciclo de conferências sobre a Semana de Segurança Ferroviária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, realizado em Luanda, coincide com a celebração dos 135 anos do início da exploração ferroviária em Angola.