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Milhares de apoiantes cercam prédio onde Lula se refugiou

Ex-presidente do Brasil não cumpriu o prazo para se entregar voluntariamente à polícia.

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Milhares de simpatizantes cercavam às 16h30 desta sexta-feira a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no Brasil, onde o ex-presidente Lula da Silva se refugiou na noite anterior após ter recebido uma ordem de prisão por parte do juiz Sérgio Moro. Os apoiantes começaram a convergir de imediato para o prédio em defesa do ex-presidente, tendo lá permanecido durante a noite.

Na altura faltava apenas meia hora para expirar o prazo dado por Moro a Lula para se apresentar voluntariamente à polícia de Curitiba, onde o magistrado, que comanda a operação anti-corrupção Lava Jato, despacha.

Apesar de não existir confirmação oficial a essa hora, tudo indicava que Lula, condenado em Janeiro a 12 anos e um mês de prisão, não iria respeitar a ordem e não se entregaria, nem em Curitiba, o que já não seria possível, nem em São Paulo. Essa era, pelo menos, a vontade expressa pela maioria dos líderes do Partido dos Trabalhadores que o cercavam na sede do sindicato, que Lula, ex-metalúrgico, comandou nos anos 80, antes de iniciar a carreira política que em 2003 o levaria à presidência do Brasil.

Foi também a essa hora que foi divulgado que o STJ, Superior Tribunal de Justiça, tinha negado o segundo pedido de ‘habeas corpus’ apresentado pelos advogados de Lula para tentar mantê-lo em liberdade. Com isso, perde-se a última esperança de Lula conseguir escapar à ordem do juiz. 

Ao longo desta sexta-feira, com o aproximar da hora limite para a prisão de Lula, o número de manifestantes aumentou substancialmente, tornando cada vez mais difícil uma eventual ação direta da polícia para prender o ex-presidente. Mas, pelo menos até à citada hora, apesar dos discursos inflamados de aliados no camião de som, não havia registo de incidentes, até porque não havia até então qualquer manifestação contrária por perto. 

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