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Guerra na Ucrânia: mais de mil pessoas retiradas das zonas inundadas pelo colapso de barragem

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Cerca de 1.500 pessoas foram retiradas, pelas autoridades russas das zonas inundadas na região de Kherson no Leste da Ucrânia, após a destruição da Barragem de Kakhovka, informou o ministério para Situações de Emergência da Rússia.

De acordo com o referido ministério, os trabalhos de resgate continuam na área, onde está “um grupo de mais de 190” operacionais com 66 veículos, sendo que os serviços de emergência de outras cidades “foram colocados em alerta”.

Num comunicado, citado pela agência noticiosa oficial russa TASS, o ministério garantiu que estão a ser criadas equipas para tentar reduzir as consequências das inundações e acrescenta que o ministro para Situações de Emergência, Alexander Kurenkov, ordenou, de acordo com as instruções do Presidente russo Vladimir Putin, que o seu adjunto, Anatoly Suprunovsky, visite as regiões afectadas.

A destruição da barragem de Kakhovka, na manhã da última terça-feira, cuja responsabilidade é negada por Moscovo e Kiev, matou pelo menos cinco pessoas e obrigou milhares a abandonar cidades e aldeias inundadas em ambas as margens do rio, incluindo partes da capital regional, Kherson.

Nos últimos dias, os ucranianos acusaram o exército russo de atacar as operações de que tentam retirar milhares de civis das zonas inundadas na sequência da destruição da barragem, a montante do rio Dnieper.

De acordo com Kiev, uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas, incluindo membros dos serviços de emergência, nos ataques russos ao centro de Kherson e arredores.

Na quinta-feira, a operadora da central nuclear de Zaporijia, a Ukrhydroenergo, avisou que o nível do reservatório de água da barragem de Kakhovka já não é suficiente para arrefecer os reactores da central.

O nível da água, “abaixo do limite crítico de 12,7 metros”, já não é suficiente para abastecer “as bacias da central” para as operações de arrefecimento, explicou o responsável da Ukrhydroenergo, Igor Syrota.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, reuniu-se na quinta-feira à noite, por videoconferência, com a activista sueca Greta Thunberg e outros activistas e especialistas em mudanças climáticas para avaliar as consequências da destruição da barragem.

De acordo com o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andrey Yermak, Greta Thunberg disse estar “preparada para pressionar as organizações internacionais relevantes” para responderem ao desastre.

Além de Thunberg, também a antiga ministra sueca das Relações Exteriores Margot Wallstrom e a antiga presidente irlandesa, Mary Robinson, entre outros activistas ambientais, participaram do encontro com Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano anunciou a criação de um “grupo de trabalho internacional de alto nível” para “consolidar os esforços do mundo inteiro para responsabilizar a Rússia pelo ecocídio na Ucrânia”.