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Economia

“Mercado de valores só será eficiente se houver liquidez, transparência e eficiência para os investidores”, alerta José Massano

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O governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, disse hoje, em Luanda, que o mercado financeiro angolano só será capaz de responder às necessidades do país, se os investidores forem eficientes e transparentes nas suas acções.

José Massano falava, na manha desta terça-feira, 7 de Setembro, quando intervinha para a abertura do workshop para executivos de empresas do Mercado de valores Imobiliários do sistema financeiro angolano, que decorre no Museu da Moeda, e que está a ser organizado pela comissão de mercado de capitais.

O Governador do BNA começou por louvar a iniciativa da Comissão de Capitais em realizar o workshop, pelo facto de a sub-região continental da SADC ter como desafios de mobilização de potenciação de capitais do tecido empresarial para a promoção do crescimento económico, em cumprimento da agenda das entidades reguladoras dos sistemas financeiros.

Disse ser fundamental desenvolver o sistema financeiro angolano em todas as suas vertentes, tendo em conta as reformas em curso no país, e as acções do executivo para a diversificação da economia, o que segundo fez saber, inclui a Comissão de Mercados de Capitais.

José Massano destacou ainda a lei da insolvência e dos registos e garantias mobiliárias do sistema financeiro, que estimulam a atração de investimentos para o sector privados. Para ele, a publicação destes instrumentos jurídicos tem permitido a retomada da conceção de crédito, com o registo de crescimento de 8,4% nos últimos 12 meses, “correspondendo a cerca de 14,12% do PIB não petrolífero e um peso de 17% de activos da banca comercial”.

Em termos de títulos e valores imobiliários, o Peso registado foi de 34% constituindo-se na maior rubrica de activo da banca nacional.

Ao olhar para estes dados, o governador do banco Central angolano referiu que o país tem ainda um desafio pela frente, por isso defendeu a necessidade de potenciar outras formas de financiamento ao sector privado da economia nacional, com realce para os instrumentos típicos de mercados de Valores de mobiliários facilitando a recolha e canalização directa de poupanças para o investimento produtivo.

O alargamento das fontes de financiamento, a diversificação dos riscos e a redução dos custos de intermediação, foram medidas também defendidas por José Massano, por serem medidas “de competitividade que contribuem para o crescimento económico”.

“A existência de um mercado primário de valores imobiliários de activos, que possam fonte de financiamento das empresas de forma a permitir-lhes alcançar uma estrutura de capitais eficiente que combine recursos próprios (obtidos pela colaboração de acçoes de mercado) com recursos alheios, facilita o seu desenvolvimento e crescimento”, disse.

Segundo o Governador do Banco Nacional de Angola, o mercado de valores só será eficiente e capaz de responder às necessidades de financiamento das empresas se os investidores puderem dispor de um mercado secundário líquido, transparente e eficiente.

Por existir já no mercado angolano, enquadramento regulamentar, de supervisão e fiscalização bem como as infraestruturas físicas e tecnológicas para negociação e liquidação das transações, continuou, “torna-se agora necessário atrair empresas emissoras de valores mobiliários para capitalizar o mercado e os investidores ara o dinamizar”.

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