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Economia

MEP defende implementação da economia circular como solução para a problemática do lixo

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O Secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João, disse sexta-feira, 14, em Luanda, que a implementação e a consolidação da Economia Circular em Angola poderá reduzir ao máximo, as matérias primas extraídas do planeta, promovendo uma maior reutilização de tudo o que já foi extraído.

Como disse o governante, num webinar realizado pelo Ministério da Economia e Planeamento, versando sobre este tema, a Economia Circular constitui uma solução que permite voltar a reintroduzir materiais já usados, tanto quanto possível na mesma cadeia produtiva quanto em outras.

Tudo acontece numa altura em que as autoridades angolanas estão cada vez mais preocupadas em resolver o enorme problema dos resíduos, colocando o acento tónico no domínio da sua valorização.

Um estudo realizado recentemente pelo Ministério da Economia e Planeamento, revela que em Angola são produzidos anualmente, 6,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Mais de metade desse volume corresponde aos resíduos produzidos na província de Luanda, com uma cifra anual na ordem dos 3,3 milhões de toneladas.

Estima-se que cada um dos mais de 8 milhões de habitantes de Luanda produza, por dia, cerca de um quilo de resíduos sólidos urbanos.
É de recordar que, olhando para o problema como oportunidade para a criação de novos negócios, o Ministério da Economia e Planeamento lançou recentemente duas iniciativas no sentido da promoção da Economia Circular.

Exploração dos Mulenvos 

A primeira está relacionada com a exploração do Aterro Sanitário dos Mulenvos, num modelo de parceria público-privada que vai recolher, separar e reintroduzir nas cadeias de valor, os resíduos urbanos da cidade de Luanda.

O aterro propõe-se a um trabalho de recuperação de metais, reciclagem do vidro, pneus e outros derivados de hidrocarbonetos que podem ser utilizados como combustível em diversas indústrias, bem como na compostagem de resíduos biodegradáveis para produção de fertilizantes.
Uma segunda iniciativa, com financiamento do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano, (FACRA), através de capital e micro-crédito, pretende promover projectos que visem o desenvolvimento de negócios assentes nos princípios da economia circular.

O Webinar que se destinou a uma partilha de experiências, juntou as prelecções de Mário Augusto, Secretário de Estado para a Economia, e as de Susana Lopes, Diana Nicolau e Fernando Leite, todos eles especialistas da LIPOR, uma empresa especializada no serviço de Gestão de Resíduos da cidade portuguesa do Porto.

Desde 1982 que a LIPOR gere, valoriza e trata resíduos urbanos produzidos pelos oito municípios da cidade do Porto, tratando cerca de 500 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos por cerca de 1 milhão de habitantes.

Sendo Angola um país com imensas necessidades, mas também com muitas oportunidades no que toca à economia circular, parece estar-se diante de uma grande oportunidade de fazer bem feito, criar valor e desenvolver novos produtos que respeitem os princípios da sustentabilidade.

Mário Caetano João concluiu a sua alocução argumentando que a marca sustentabilidade tem valor e Angola deve posicionar-se para captar esse valor.

“As empresas angolanas devem aproveitar as oportunidades de negócio que e economia circular vai gerar”, disse Mário António Caetano João, Secretário de Estado para a Economia.

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