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Politica

Mensagem do PR surpreende família Alicerces Mango

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O primogénito do ex-secretário geral da UNITA, Adolosi Mango Paulo Alicerces, o deputado Alicerces Paulo Bartolomeu, Aly Mango, disse, em declaração exclusiva ao Correio da Kianda, que foram surpreendidos pelo gesto do Presidente da República.

Na mensagem proferida ontem pelo Chefe de Estado João Lourenço, em Luanda, no âmbito da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação Nacional em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos em Angola, no período entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002, pediu “desculpas públicas pelo grande mal que foram as execuções” durante o massacre de 27 de Maio de 1977 que, segundo diversas fontes, pode ter provocado cerca de 30 mil vítimas.

João Lourenço, na sua mensagem, realçou ainda a entrega dos corpos dos dirigentes da UNITA, vítimas dos confrontos armados de 1992, com destaque para Jeremias Chitunda e Alicerces Mango.

O também deputado disse ainda que “nunca é tarde para se fazer a justiça e encoraja João Lourenço a continuar neste processo, que pode aliviar a dor dos demais dirigentes da UNITA e o resto da população angolana que tombaram não só no genocídio, mas também durante o conflito armado. Gesto desta natureza merece ser louvado e reconhecido”, disse o político.

Aly Mango avançou que depois do anúncio do PR já começaram os contactos com os familiares que, maioritariamente, residem na província da Huíla e alguns em Luanda, poderão reunir, nem que for por vídeo conferência, para preparação de onde irão enterrar as ossadas do então secretário-geral da UNITA.

O antigo secretário geral da juventude da UNITA (JURA) salientou que apesar da família estar a preparar-se, mas o partido também terá a sua palavra a dizer, e os familiares estarão disponíveis a cooperar tanto com o Governo e com o partido onde ele foi dirigente, “porque não podemos dissociar”, expôs.

Alicerces Mango e outros companheiros da delegação de negociação da UNITA, enquanto secretário geral do partido, foram enviados por Jonas Savimbi, aos 31 de Dezembro, para assinarem os acordos da segunda volta das eleições com o MPLA na Cidade Alta, acordos que não chegaram a ser assinados, porque os dirigentes da UNITA foram violentamente atacados por homens armados, onde a maioria que compunha a delegação foi barbaramente assassinada. Dentre os mesmos estava o sobrinho de Jonas Savimbi, Elias Salupeto Pena, sobrando apenas Abel Chivukuvuku em vida.