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Médico acusado de violação no Lubango diz ser vitima de intrigas laborais

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 Os familiares do Médico ginecologista, do Hospital do Lubango, na Huíla, Felisberto Mariano, acusado de tentar violar uma paciente no passado dia 19 de Junho do ano corrente, durante uma consulta de rotina, cuja vítima atende pelo nome de Antónia Tobias, acusam a Directora do referido Hospital de armar a cilada e que culminou com a detenção do médico.

Agastado com a atitude daquela médica, Ezequiel Mariano, irmão do médico suspeito, defende que o seu irmão é inocente e está a ser alvo de uma cilada organizada pela Direcção do Hospital. “Não pode ser verdade, senhor jornalista porque no corredor do hospital não se ouviu nada. Não houve gritos, não houve discussões…não houve absolutamente nada” referiu o irmão do médico.

Questionado sobre os motivos da detenção do suspeito, quinze dias depois da ocorrência e fora do flagrante delito, Ezequiel respondeu afirmando que “a Polícia e a Procuradoria-Geral na Huila agiram de má fé sob impulso da Directora do hospital. “Como é que prendem alguém que não apresenta riscos de fugir? A Directora do hospital mentiu ao Procurador que o meu irmão estava foragido quando ela mesma é que assinou a suspensão. Isso tudo mostra que a própria Directora tem problemas pessoais contra o meu irmão. Diz que ele penetrou a moça, mas como é que uma mulher daquela idade vão lhe penetrar e não deu conta? Não sentiu? Ela não sabe distinguir penetração de um dedo com a do pénis? Isso tudo é só uma armadilha dela para afastar o meu irmão” frisou, visivelmente agastado com a situação.

Sabe-se de fonte hospitalar que entre o médico suspeito e a Directora da maternidade, Luísa Rodrigues, existe um litígio que leva algum tempo. Acrescenta que a Directora se tornou quase inimiga do jovem médico desde que se ventilou uma possível ascensão do mesmo para um cargo directivo. “É um jovem competente, assíduo e que, por isso, goza de muita simpatia junto do aparelho governativo local. Daí a inveja de muitos médicos locais” salienta a fonte.

Detido há mais de dez dias, a equipa dos advogados que o defende solicitou já a reapreciação da medida cautelar aplicada pelo Procurador. Alcineo Cristóvão, patrono do escritório ACC, Justiça e Direito, fez saber que já accionaram os mecanismos legais para alterar a medida aplicada. “Acionamos todos os mecanismos legais no intuito de vermos alterada a medida porque entendemos que a prisão preventiva por ser a medida mais gravosa não deveria ser aplicada neste caso concreto. O réu não apresenta comportamento susceptível de destruir quaisquer provas, não há risco de fuga, está bem identificado, está inscrito na Ordem dos Médicos Angolanos, portanto, não há motivos que justifiquem a detenção. Pedimos que ele seja solto e possa responder o processo em liberdade”, rematou Alcineo Cristóvão, advogado de defesa. No intuito de ouvir a acusada os esforços caíram em saco roto.

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