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Medicamento que previne o VIH já está disponível nos hospitais portugueses

Avaliação do Infarmed, entidade que monitoriza a qualidade dos medicamentos e produtos de saúde em portugal, conclui que grupos que mais poderão beneficiar do medicamento são os homens que fazem sexo com homens e casais em que um dos elementos é seropositivo.

Redação

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Está dado o passo que faltava para que o medicamento que previne o VIH (incluindo o genérico) esteja disponível nos hospitais portugueses. O Infarmed publicou na quarta-feira a avaliação prévia que permitirá a dispensa hospitalar destes comprimidos que combinam duas substâncias.

No documento com data de 8 de Fevereiro, o Infarmed reconhece que “existe interesse público” em utilizar o medicamento em causa como profilaxia pré-exposição (PrEP, na sigla inglesa). A PrEP consiste na toma diária de um comprimido que também é utilizado em pacientes que já estão infectados com VIH. Destina-se a reduzir as hipóteses de alguém que não está infectado, mas que está sujeito a um alto risco de infecção, poder contrair o vírus em caso de exposição ao mesmo.

A avaliação do Infarmed, que se foca em aferir a relação custo-benefício da disponibilização do medicamento a um determinado grupo, identifica duas subpopulações: casais em que um dos elementos é seropositivo e homens que fazem sexo com homens e que desconhecem se os parceiros estão infectados.

De fora ficam os utilizadores de drogas injectáveis, e mulheres que, por exemplo, têm relações sexuais sem o uso consistente do preservativo. Ambos os grupos tinham sido identificados numa norma de orientação clínica de 2017, da Direcção-Geral da Saúde (DGS) como fazendo parte daqueles que “devem ser referenciados a consulta de especialidade hospitalar”. Apesar de não serem referidos na avaliação do Infarmed, a prescrição poderá ser feita na mesma.

A coordenadora do Programa Nacional para a Infecção VIH e Sida, Isabel Aldir, explica que “uma coisa é a avaliação que é feita para o reembolso e comparticipação do medicamento, e é esse o âmbito da avaliação do Infarmed, e outra coisa é a avaliação que é feita em termos da redução do risco da infecção para as populações”, que é da competência da DGS.

 

Fonte: Rita Marques Costa / Publico 

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