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Sociedade

MEA denuncia baixa distribuição de carteiras e manuais escolares no último ano lectivo

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O Presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos, Francisco Teixeira, assegura que no ano lectivo findo 2023/24, o Ministério da Educação não distribuiu manuais escolares nem carteiras para os quais, segundo fez saber, já o governo havia canalizado verbas financeiras através do OGE para 2024.

Francisco Teixeira, que falava no programa Discurso Directo da Emissora Católica de Angola, afirmou que no ano lectivo 2023/24 os alunos enfrentaram os mesmo problemas de sempre, tendo dito que o estado actual da Educação reflecte a visão dos governantes em relação ao sector.

O Presidente do MEA referiu que o valor de quatro mil milhões de kwanzas que estavam destinados à aquisição de carteiras para o apetrechamento e renovação de escolas, “desapareceu”.

“Escrevemos para a PGR… Vai há um ano que demos a carta para investigar o Ministério da Educação onde foi parar os quatro mil milhões de Kwanzas do OGE para a compra de carteiras […] A PGR não diz nada. Escrevemos para a PGR para investigar onde foi parar os três mil milhões de kwanzas a aquisição de novos livros… A PGR não nos diz nada até agora”, lamenta.

Francisco Teixeira desafia os governantes a vir a público esclarecer o destino dado aos valores inicialmente destinados à aquisição de novas carteiras e manuais escolares nas instituições de ensino primário no país, citando como sua fonte, o Orçamento Geral do Estado de 2024, que segundo assegurou, reservava 4 quatro mil milhões de Kwanzas para a aquisição de novas carteiras e três mil milhões de Kwanzas para a manuais escolares do Ensino primário.

Outra preocupação apresentada pelo Presidente do MEA é a inoperância das casas de banho, que segundo fez saber, em mais de 80% das escolas públicas no país.

“Apenas 3% das escolas públicas é que têm água corrente”, referiu, apoiando -se em dados de mapeamento feito pelo Ministério da Educação.

Disse ainda que o referido mapeamento aponta para 19 mil árvores que funcionam como salas de aulas.

Francisco Teixeira mostrou, por outro lado, indignado com o facto de ao longo do ano lectivo 2023/24, ter dito cortado o fornecimento de energia eléctrica em várias escolas públicas por alegadas dívidas com a ENDE.

“Como é que um engenheiro da ENDE, da EPAL, permitem cortar energia e água numa escola”, questionou indignado.