Sociedade
Mau estado das vias e carência de escolas no interior levam Executivo a avançar com novos projectos
O mau estado de várias estradas nacionais e a persistente carência de infra-estruturas escolares em algumas regiões do interior do país estão entre os factores que levaram o Executivo a autorizar novos projectos de reabilitação rodoviária e construção de equipamentos de ensino, segundo despachos publicados no Diário da República de Angola.
Entre as medidas aprovadas está a reabilitação da Estrada Nacional EN120/ZRE 304-2, no troço M’Banza Kongo–Cuimba–Buela–Bamba, com cerca de 115 quilómetros, na província do Zaire Province. O projecto inclui ainda a recuperação da Estrada Nacional EN160, no troço Caiongo–Marimba, com uma extensão de 71 quilómetros, na província de Malanje.
O estado degradado destas vias tem sido apontado pelas populações e autoridades locais como um dos principais entraves à mobilidade e ao desenvolvimento económico. Em muitas comunidades rurais, sobretudo nas zonas de Cuimba, Caiongo e Marimba, os agricultores enfrentam dificuldades para transportar a produção agrícola até aos principais mercados, situação que acaba por limitar a actividade económica e aumentar os custos de bens essenciais.
Além das limitações económicas, as más condições das estradas têm impacto directo no acesso a serviços básicos, como saúde e educação, uma vez que em algumas localidades a deslocação até sedes municipais ou comunais pode levar várias horas, sobretudo durante a época chuvosa.
Paralelamente, o Executivo autorizou também a construção e apetrechamento de um Centro de Formação Técnico-Profissional e duas escolas primárias com 20 salas de aula cada, na província do Bié.
A falta de infra-estruturas educativas adequadas continua a ser um desafio em várias localidades do interior, onde muitas escolas funcionam em instalações precárias ou com excesso de alunos por sala, limitando as condições de ensino e aprendizagem.
Com os novos projectos, o Executivo pretende melhorar a mobilidade rodoviária, facilitar o escoamento da produção agrícola e ampliar o acesso à educação e formação profissional, numa tentativa de reduzir as desigualdades no acesso a infra-estruturas entre o litoral e o interior do país.
