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Sociedade

Massacre Cafunfo: ONG apresenta relatório com mais de 100 mortes

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O Observatório para Coesão Social e Justiça(OCSJ), apresentou na passada sexta-feira, 10, em Luanda, um relatório sobre o inquérito relativo aos acontecimentos ocorridos no dia 10 de Janeiro de 2021, na localidade de Cafunfo, na província da Lunda-Norte.

De acordo com observatório, foram mais de cem pessoas mortas durante o massacre, vinte e oito detidos e trinta feridos, contrariando o relatório oficial apresentado pelo Estado Angolano.

Segundo relatório do OCSJ, ainda a um número incerto de vitimas que se encontram desaparecidos vivendo na clandestinidade e outros estão foragidos nas matas e exilados no vizinho país da RDC, por razões de perseguição que persiste até a presente data, contra os cidadãos relacionados com as manifestações realizadas no dia de Janeiro de 2021, e aos membros do Movimento Politico do Protectorado Lunda Tchowe.

No documento com cerca de 24 paginas, é possível observar estampadas as imagens e edificação das vitimas do trágico massacre que protestavam. Dentre os mortos constam menores de idade adolescentes mortos em consequências dos excessos do uso da Força de Defesa e Segurança e de elementos pertencentes as empresas de segurança privada.

Observatório descartou qualquer indicio de uma tentativa de um acto de rebelião por parte do Protectorado conforme as autoridades evocavam durante a sua investigação que durou perto de oito meses. O dossiê diz que não poderia haver uns elementos surpresas por parte dos manifestantes, na medida que as autoridades administrativas, civil e militar, estavam formalmente informados um mês antes da realização da marcha que pretendia ser pacifica.

Falando a imprensa o presidente do Observatório para Coesão Social e Justiça (OCSJ), Zola Bambi, disse que o relatório traz dados novos se for comparadas aquelas apresentada por instituições de Estado, partidos políticos e outras organizações da sociedade civil. Para o também advogado, de entre as mais de cem vitimas, outras foram por consequências de efeitos colaterais do estado causado pelas Forcas de Defesa e Segurança.

Zola Bambi, disse na ocasião a possibilidade de existirem mais vitimas mortal, e aquilo que conseguiram apurar e contatos directos com os familiares das vitimas. Um outro elemento muito importante que se deve ter em conta é que não houve nenhuma tentativa de rebelião, porque segundo, o advogado os manifestantes não tinham em sua posse armas.

A “ravina do Boss Quim” foi o local mais sangrento do massagre. Após disparos descontrolados pelos a multidão e a persistências dos mesmos em protestarem, as autoridades montaram um cordão que dispara contra os cidadãos deixando-os em desespero procurando um local para se refugiarem e o a “ravina do Boss Quim” foi o local escolhido, e quanto menos esperava aquele que seria o local de salvação passou a ser o local mais sangrento onde se encontravam maior numero de corpos amontoados.

O relatório, refere que até a presenta data encontram-se detidos treze cidadãos membros do protectorado com excesso de prisão preventiva esperando julgamento, acusados de crimes de rebelião e associação criminosa. De realçar que a PGR admitiu que houvesse excesso por parte dos efectivos da Forças de Defesa e Segurança.

O Observatório para Coesão Social e Justiça (OCSJ), trouxe para capital do país, mais de cinco sobreviventes vitimam do massacre de Kafunfo, que contaram a sua historia de superação após o incidente, que segundo os dados desta organização apontam para 102 vitimas mortais, 28 detidos e 30 feridos e vários desaparecidos.

Na noticia que iremos divulgar nos próximos dias, um dos sobreviventes daquele massacre acusa o jornalista e investigador Rafael Marques, através da sua organização, UFOLO, de terem parte da responsabilidade das ultimas detenções e caçadas de membros do protectorado após ter feito apelo aos membros que estavam foragidos nas matas a regressarem as suas residências e de lá serem capturados pelas Forças de Defesa e Segurança.